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Crítica: Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas, de Aaron Horvath e Peter Rida Michail

30 / ago
Publicado por Ernesto Barros às 15:00

Os Jovens Titãs Ciborgue, Estelar, Robin, Ravena e Mutano e o vilão Slade. Foto: Warner Bros./Divulgação.

Embora a onda de filmes de super-heróis tenha se intensificado à enésima potência nos últimos 10 anos, desde que a Marvel Comics tomou as rédeas de sua coleção de personagens, não se pode dizer que as crianças tenham sido um alvo. Essa brecha, na verdade, vem sendo mais perseguida pela DC Comics, com versões Lego para alguns dos seus personagens. Em parceria com o Cartoon Network, a Warner – a nave-mãe que detém os direitos da DC – sai na dianteira com Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas, que estreia nesta quinta-feira (30/8) em circuito nacional.

A grande sacada do primeiro longa do estúdio com os Jovens Titãs, que reúne versões mirins de alguns dos seus super-heróis, é que tanto crianças quanto adultos vão curtir a animação. O público infantil, que já conhece o grupo da TV há muito tempo – foram cinco temporadas entre 2005 e 2008, além de várias reprises ao longo dos anos – há muito tempo que esperava por uma nova história da turminha encabeçada por Robin e os amigos Mutano, Ciborgue, Estelar e Ravena.

O fato de a trama estar focada na ideia de o grupo ainda não ter feito um longa-metragem para o cinema, faz de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas um filme essencialmente metalinguístico, com citações ao universo dos super-heróis e tudo o que aconteceu nesses últimos anos.

Líder do grupo, Robin inicia uma cruzada para conseguir ser o protagonista de um longa-metragem, a despeito das brincadeiras dos super-heróis adultos – como Batman, Super-Homem, Mulher Maravilha e Aquaman –, que acham que Os Jovens Titãs não têm chance por causa do gosto deles por brincadeiras e canções pop, além de que Robin nem sempre foi um astro, mas um fiel escudeiro.

Escrito por Michael Jelenic e Aaron Horwat –, também diretor do filme, ao lado de Peter Rida Michail –, o roteiro do filme tem bons achados e mantém o ritmo alucinante das animações infantis modernas, tributárias da influência dos animes japoneses. Depois de dar cabo ao vilão Slade, Robin e seus comparsas ganham, finalmente, a atenção de Hollywood, quando a famosa diretora Jade Wilson resolve contar a história deles no cinema.

Como era esperado, Robin fica famoso e começa a ser bajulado e manipulado, até que se separa dos amigos, finalmente atingindo o estrelato. Apesar de a trama trazer elementos conhecidos do público infantil, o que não poderia ser diferente, as referências e piadas ao mundo do cinema conquistam o público adulto a cada sequência.

Surpreendentemente, as principais vítimas são do universo Marvel, incluindo o grande mentor por trás da maioria dos seus personagens: Stan Lee, o venerável criador de Homem-Aranha, Demolidor, Thor e tantos outros, que, por causa de suas aparições nos longas-metragens, é zoado o tempo todo.

Veloz, barulhento e divertido, Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas bem que poderia servir de exemplo para os futuros projetos live action da DC. Ou seja, um pouquinho de humor e aventura bem que poderiam a fazer os longas adultos mais palatáveis.


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