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maio

Oportunidade de conciliar trabalho e estudo atrai brasileiros para a Austrália

03 / maio
Publicado por Bruno Vinícius às 21:18

Mel bourne é uma das cidades preferidas para intercâmbio. Foto: Australia Tourism/Divulgação.
Melbourne é uma das cidades preferidas para intercâmbio. Foto: Australia Tourism/Divulgação.

Um país com educação de ponta, cena cultural de destaque, segurança pública, altos índices de empregabilidade e paisagens que vão das praias às montanhas, sem mencionar o clima similar ao nosso. Assim é a Austrália, um dos destinos para intercâmbio e imigração que mais tem crescido na preferência dos brasileiros. Atualmente, o Brasil é o terceiro país que mais envia  estudantes para o Austrália, atrás apenas da Índia e da China.

Para se ter ideia, entre 1 de julho de 2015 e 30 de junho de 2016 (período correspondente ao ano fiscal), o Governo australiano recebeu mais de 11 mil estudantes brasileiros. Os dados representam um crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. As cidades preferidas para passar uma temporada ou estabelecer moradia definitiva são  Sydney, Melbourne, Brisbane e Gold Coast.

Com uma política de imigração acolhedora, que facilita a ida do estudante ou profissional, e um quadro de pleno emprego,  a Austrália oferece condições de conciliar trabalho e estudo para permanências acima de três meses. A regra é válida desde que o profissional trabalhe em meio período – por até 20 horas semanais  – enquanto estuda.

Além dos cursos de inglês, também cresce a procura por qualificação profissional em programas de  graduação, especialização como marketing e negócios, com duração média de seis meses, e cursos técnicos. Em média, os custos para realizar um programa de intercâmbio no país variam entre cerca de R$ 6 mil até R$ 15 mil. O primeiro valor cobre quatro semanas de curso de inglês (20h/semana) e acomodação para o mesmo período. O custo mais alto se refere a uma estadia de seis meses.

“A Austrália é muito aberta à imigração. O país vive uma fase economicamente boa e há empregos em abundância. Apesar da distância do Brasil, a adaptação também costuma ser fácil, porque o clima é muito semelhante. Por isso notamos tanto crescimento na procura pelo intercâmbio no País”, diz a gerente de intercâmbio da Student Travel Bureau (STB), Marina Motta.

Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.
Daniel trancou o curso de direito para passar seis meses em Brisbane trabalhando e estudando. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.

O estudante Daniel de Carvalho resolveu trancar o curso de Direito por um período em julho de 2015 para viver em Brisbane, no leste da Austrália. Passou aproximadamente seis meses estudando inglês e com um trabalho de meio período.

“Já tinha um certo nível de inglês para leitura e escrita, mas na fala era mais complicado. Na Austrália, além de estudar inglês, trabalhei como garçom, assistente de bar e fiz faxinas. Também apareceram bicos de panfletagem, por exemplo. Trabalhar me deu uma sensação de independência e me ajudou ainda mais a melhorar o inglês. É uma experiência única”, comenta.

De acordo com a gerente da Wide Intercâmbio, Bárbara Coelho, é possível se manter no país apenas com a renda proveniente do trabalho, pois mesmo os empregos de meio período são bem remunerados.

“As pessoas saem daqui com algumas despesas quitadas, então dá para custear acomodação, alimentação e transporte com a remuneração recebida no país. Os principais setores que acolhem os estudantes são de serviços. Hotelarias, restaurantes, cafés, lojas e albergues”, explica. Em média, os empregos são remunerados com  17,70 dólares australianos por hora. Em um mês, significa uma renda de pouco mais de 1,4 mil dólares australianos considerando jornadas de 20 horas semanais.

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Para embarcar rumo ao país, porém, é preciso ter dinheiro no bolso. O Governo australiano exige que o profissional comprove ter pelo menos 1250 dólares australianos por mês para se sustentar por um determinado período. “Isso acontece porque o país quer ter certeza que você tem condições de ficar lá mesmo se não estiver trabalhando”, completa Bárbara.

E a atratividade do mercado de trabalho não se restringe a empregos no setor de serviços. A Austrália também está de portas abertas para profissionais com elevado grau de qualificação. “Acontece de as pessoas serem demitidas, pegarem a rescisão e viajarem para a Austrália para se qualificar ainda mais, porque o mercado de trabalho lá também tem espaço para profissionais com maior escolaridade”, aponta Marina, da STB Intercâmbio.

CUSTOS DE VIDA

Confira os custos de vida médios na Austrália (em dólar australiano):

Acomodação De AU$ 100.00 à AU$ 170.00
Alimentação De AU$ 60.00 à AU$ 120.00
Transporte De AU$ 15.00 à AU$ 35.00
Telefonia De AU$ 10.00 à AU$ 30.00
Laundry (lavar roupas) De AU$ 5.00 à AU$ 15.00

Fonte: S7 Study

OPORTUNIDADES

Ficou babando pela Austrália e já está pensando em fazer as malas? Atualmente, há diversas opções de bolsas de estudo em aberto oferecidas pelo país. Veja algumas opções:

  1. Endeavour Scholarships: O Governo australiano oferece um programa de bolsas de estudo integrais para especialização, mestrado, pesquisa e cursos técnicos para candidatos de qualquer idade que concluíram um curso superior e possuem certificado de proficiência em inglês. A bolsa inclui, além de mensalidades do curso, seguro saúde, passagem aérea de ida e volta, ajuda de custo para moradia e mais 3 mil dólares australianos. Inscrições seguem até o dia 30 de junho.
  2. . Monash UniversityA Universidade Monash, localizada em Melbourne, Austrália, está recebendo candidaturas para bolsas integrais de graduação e pós-graduação até o dia 15 de maio. As bolsas cobrem os valores de anuidade até que o curso seja concluído. Já custos como alimentação e moradia ficam por conta do estudante. Também há oportunidades de bolsas parciais no valor de 10 mil dólares australianos.
  3. Like Australia: Para concorrer a esta oportunidade, é necessário correr. O último dia para inscrição é 6 de maio. A bolsa de estudos, oferecida pela agência de turismo Like Austrália vai premiar com uma bolsa de estudos em inglês durante 14 semanas, em Gold Coast quem melhor responder a pergunta: “O que é viver Like an Australian?”. Para participar, é preciso ser maior de 18 anos e residir no Brasil. Nenhum nível de domínio do inglês é exigido.


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