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Saiba qual o momento certo de trocar de carreira

10 / fev
Publicado por Bruno Vinícius às 12:27

Foto: Luiza Katz/Divulgação

Após 10 anos da graduação em letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a professora Paula Mascarenhas, 32 anos, não só mudou de Estado, como também de profissão. Em 2015, ingressou no curso de Comunicação Social, no Recife, por causa do desestímulo com a primeira graduação. “Meu estímulo mesmo para começar um novo curso foi não me identificar com o perfil do professor aqui no Brasil. Eu tive várias experiências em salas de aulas e poucas foram satisfatórias. Por isso, decidi trocar de área”, conta a professora e estudante.

A decisão da mudança veio um ano antes, quando Paula decidiu fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Apesar de estar trabalhando em duas escolas na época, ela considerou o momento ideal para fazer a alteração na carreira. “Já tinha uma experiência de mais de 10 anos em sala de aula, mas nenhuma tinha sido satisfatória. Então decidi atender esse desejo antigo”, completa.

A busca por uma nova profissão é cada vez mais comum entre que profissionais insatisfeitos como Paula. De acordo com uma pesquisa da Catho, plataforma de empregos online, o número de profissionais que buscaram vagas para áreas diferentes das suas formações originais cresceu 18% em 2016, dado mais recente. O mercado atual denomina essa migração como “pivotagem”, que significa mudar o rumo da carreira, trocar drasticamente de área ou mudar de trabalho.

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Dicas

 

Para a consultora de carreiras e sócia da Fator Humano, Ana Thereza Almeida, essas transformações estão ligadas ao novo modelo proposto pelo mercado de trabalho. “Antes as pessoas trabalhavam e se aposentavam naquela mesma empresa em que entravam. Hoje, o mercado é muito mais dinâmico e as pessoas compreendem que o trabalho não precisa ser duro. Diferente do passado, em que as pessoas buscavam a estabilidade, há percepção de que o trabalho passa a ser fonte de satisfação. Então, essa mudança parte desse pressuposto”, enfatiza a consultora.

Segundo Ana Thereza, o primeiro passo para que ocorra essa mudança no percurso da carreira é garantir a saúde financeira. “Quando a gente não está estabilizado financeiramente, fica difícil. A primeira coisa básica é fazer reserva financeira. Então, juntar um ou dois salários já é algo. Claro, sem fazer essa transição de forma irresponsável”, comenta.

Outro passo que a consultora recomenda é investir no autoconhecimento. “O trabalho precisa fazer sentido para você. Então você deve se perguntar se está motivado com aquilo que faz”, afirma, explicando que a outra etapa é a do autodesenvolvimento: “Sempre tem algo a melhorar e a investir em si próprio. Eu tenho que ter um investimento, tentar ler sobre assuntos na área que quero investir. Além disso, desenvolver as soft skills, que são as habilidades comportamentais, e estudar o que falta para completar”, frisa Ana Thereza.

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Para mais informações, os interessados podem conferir essas dicas no perfil do @arquiteturadecarreira no Instagram.


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