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Júri popular do caso Jennifer deve acontecer próximo ano

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Publicado em 04/11/2010 às 10:00
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Do MPPE

O promotor de Justiça André Rabelo acredita que os cinco envolvidos no assassinato da turista alemã Jennifer Kloker irão a julgamento no próximo ano. Até o final deste mês, o juiz Djaci Salustiano de Lima, de São Lourenço da Mata, deve decidir se os acusados serão levados ou não a júri popular. Na última audiência de instrução do processo, realizada ontem (3), no Fórum de São Lourenço da Mata, o juiz interrogou quatro testemunhas e cinco acusados de envolvimento no crime.


 Orientados pelos advogados de defesa, os acusados se negaram a falar em juízo. Na avaliação de André Rabelo, a estratégia da defesa foi equivocada, porque esta era a oportunidade de os réus se defenderem, mostrando suas versões. A promotora de Justiça na Cláudia Walmsley também participou da audiência.


 Na fase policial, o marido da alemã, Pablo Tonelli; o sogro dela, Ferdinando Tonelli; e o segurança desempregado Alexsandro Neves confirmaram participação no crime. A sogra da vítima, Delma Freire, nunca confirmou envolvimento no homicídio, e Dinarte Freire, irmão de Delma, que teria repassado a arma do crime para o segurança matar a alemã, também nega participação no homicídio.


 A primeira parte da audiência foi reservada às testemunhas do processo. Severino Freire, tio de Delma, foi o primeiro interrogado e negou parte do depoimento dado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), quando afirmou que Jennifer era espancada na Itália pelo marido Pablo Tonelli e pela sogra Delma Freire.


Em seguida, o policial militar que diz ter visto Jennifer em companhia de dois homens, na noite do crime, prestou depoimento encapuzado. Ao receber do juiz a ordem para mostrar o rosto, a testemunha pediu para só fazê-lo com a retirada da sala dos cinco acusados, no que foi atendido. Quando o PM repôs o capuz, os acusados retornaram aos seus lugares e ouviram-no reafirmar em juízo suas declarações à Polícia.


Em seguida, o juiz e os promotores de Justiça Ana Cláudia Walmsley e André Rabelo ouviram o depoimento do bombeiro militar que fazia parte da guarnição que deu assistência a Delma Freire, ao marido Ferdinando Tonelli, ao filho Pablo e ao neto de Delma, logo depois do homicídio. O depoente reafirmou que Delma se mostrava tranquila, a criança estava muito nervosa e Pablo chorava bastante. Morador do Curado IV, em Jaboatão dos Guararapes, Fabiano de Lima foi a última testemunha a ser interrogada e informou desconhecer que Dinarte Freire negociava armas.


Jennifer Kloker foi encontrada morta à margem da BR-408, em São Lourenço da Mata, no dia 16 de fevereiro deste ano. A primeira versão de Delma levou a Polícia a investigar um suposto assalto à família da vítima, posteriormente desmentido nas investigações.

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