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Depois da pesquisa,um João festeja, outro silencia. E o PT ferve

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Publicado em 23/01/2012 às 9:14
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Por Bruna Serra, no Jornal do Commercio


As principais lideranças petistas reagiram com resignação aos números apontados pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), publicada ontem pelo JC. Não houve, nas declarações, muita convicção de que o prefeito João da Costa tenha condições de reverter os índices de rejeição - altos na amostragem -, mas ninguém chegou a cogitar a retirada do seu nome. Os petistas tiveram que reconhecer, alguns a contragosto, o poderio eleitoral do deputado federal João Paulo, que lidera com folga o cenário da pesquisa onde é incluído na lista de pré-candidatos.


Com um forte percentual de rejeição, João da Costa - que empata tecnicamente com Mendonça Flho (DEM) nos cenários em que os dois aparecem - preferiu silenciar, cabendo ao presidente municipal do PT, Oscar Barreto, partir em sua defesa. "Vamos avaliar o conjunto das perguntas para poder ter uma leitura mais precisa do que é essa rejeição", disse o petista. Ele reafirmou, que João da Costa segue na disputa. "Nada muda, o prefeito continua sendo candidato".


Já o deputado federal João Paulo, que em um dos cenários apareceu na pesquisa com 46% das intenções de voto, disparado na frente, preferiu manifestar por nota a sua satisfação. "Sou grato ao povo do Recife pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de oito anos de gestão à frente da prefeitura", afirmou o ex-prefeito, também apontado na pesquisa como o mais forte opositor à atual gestão.


Na direção estadual do PT, as declarações foram cautelosas, porém sem esconder o desânimo com os números do prefeito - em uma das tabelas, 75% dos 816 eleitores recifenses entrevistados avaliam que Costa "não merece ser reeleito". Integrante da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), Dilson Peixoto alertou para a necessidade de uma decisão criteriosa. "A pesquisa mostra que precisamos de um trabalho forte e cuidadoso para definir o candidato", opinou. Um dos principais líderes do partido, o senador Humberto Costa demonstrou receio com a percepção que o eleitorado tem da briga entre o prefeito e o antecessor. "Na verdade, depois de tantas desavenças, já ficou claro para a população de que há um desentendimento político entre ambos, fatalmente na campanha isso seria do conhecimento da população".


O senador avalia que ainda é possível reverter a rejeição ao prefeito. "Há tempo suficiente para um processo de reversão. Nas campanhas anteriores a rejeição não era tão intensa, mas era forte em relação a João Paulo e Luciana Santos (PCdoB, ex-prefeita de Olinda). Reverter depende de várias questões, mas principalmente do candidato. Há um trabalho de recuperação da gestão, então acredito que vamos ter condições de mudar".


O presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, tentou minimizar: "as pesquisas nos ajudam, mas não são determinantes. Esse é um elemento, uma referência do momento, mas vamos continuar o nosso processo de discussão interna", disse.

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