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O Eduardo Campos que seu Luiz conheceu de perto

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Publicado em 13/08/2014 às 18:57
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Os vizinhos anônimos do ex-governador Eduardo Campos: Seu Luiz e dona Ana Cristina Lemos. Foto: Mariana Dantas/BlogImagem Os vizinhos anônimos do ex-governador Eduardo Campos: Seu Luiz e dona Ana Cristina Lemos. Foto: Mariana Dantas/BlogImagem

Com informações da repórter Mariana Dantas, do NE10

Há três décadas, o advogado Luiz Carlos Cordeiro, 70 anos, mora frente a frente com o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que faleceu nesta quarta-feira (13) em um acidente aéreo em São Paulo.

O servidor público aposentado conheceu o socialista ainda jovem, aos 17 anos. Por 36 anos compartilhou a vizinhança com o político. Até a tragédia que vitimou o candidato à Presidência da República. Incrédulo com a notícia do desastre, Seu Luiz transformou a dor em solidariedade e abriu as portas da casa, em Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife, para receber os profissionais da imprensa e ajudá-los durante a difícil e trágica cobertura.

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Durante a visita, Seu Luiz rememorou alguns fatos ao longo dos 36 anos de convivência com Eduardo Campos. "Ele sempre foi muito educado e atencioso", contou o aposentado, relembrando que era difícil encontrar com o vizinho por causa da agenda atribulada do ex-governador. "Ele era muito ocupado, mas sempre que nos encontrávamos ele parava o carro para falar comigo", comentou, oferecendo um cafezinho para a repórter.

Um traço da generosidade de Eduardo Campos, destacado pelo vizinho, foi o apoio dado pelo candidato à Presidência da República durante um tratamento de saúde. "Há 20 anos, eu tive um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Eduardo chegou de Brasília e veio me visitar antes de parar em casa", contou.

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Outra lembrança de Seu Luiz sobre o lado mais humano do ex-governador de Pernambuco foi a ajuda que recebeu de Eduardo quando teve um aneurisma abdominal. "Eduardo ligou para um amigo médico para que ele me ajudasse e me desse toda a assistência", disse Seu Luiz, que não desgrudava os olhos da televisão, abatido por não acreditar na tragédia que se abateu sobre o candidato e outros quatro assessores.

O ex-governador de Pernambuco morreu na queda do jatinho que o levava para Santos, em São Paulo. Eduardo morreu no mesmo dia que o seu avô, Miguel Arraes, que faleceu em 2005. O candidato completou 49 anos nesse domingo (10).

De acordo com a Força Aérea, a aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h. A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

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