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PSOL usa Marina para jogar movimento LGBT contra Paulo Câmara, na boate Metrópole

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Publicado em 19/09/2014 às 22:53
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Com a ausência de Armando Monteiro Neto no debate da Metrópole, sobre as questões LGBT, o candidato socialista virou alvo dos pequenos partidos.

Antes da fala dos candidatos, a ONG Leões do Norte apresentou um vídeo denunciando casos de homofobia e pedindo mais qualificação para o trabalho, em especial no interior do Estado, sem discriminação. Além de reclamar de violência também.

O primeiro ataque contra o socialista Paulo Câmara deu-se pelas mãos do candidato do PSTU, Jair Pedro, que lembrou a relação do socialista com evangélicos recentemente.

“Temos candidatos aqui que se uniu na campanha em defesa da família, com igrejas evangélicas”, alfinetou, citando ainda que o respeito deveria começar a escola. Na TV, o partido ilustra os vídeos de uma candidata de nome Rafhaela Carvalho com dois homens se beijando. Trata-se do primeiro beijo gay da propaganda política no Estado de Pernambuco. “Se não fosse o tema LGBT, eu não teria sentado ao lado do candidato do governo, do capital, do estado machista, do estado que tem cor e raça”, declarou. Na sua fala, o candidato defendeu ainda a criminalização da homofobia no Estado.

O candidato do PSOL, Zé Gomes, defendeu avanços contra a discriminação e citou a candidata de Paulo Câmara a presidente como a pior escolha.

“Marina é apresentada como mudança, mas não é nova. Ela é o que há de mais atrasado”, disse, em referência à orientação religiosa evangélica. O socialista, ao lado, não citou Marina uma única vez.

O socialista Paulo Câmara não respondeu aos ataques e aproveitou sua fala para prometer combate à homofobia. “Vamos ter a política mais avançada de combate à homofobia no País”. No encontro, o candidato chegou a falar em criar uma lei de combate à homofobia, mas não deu detalhes. Como levou uma claque, não dá para dizer se houve uma reação espontânea de apoio com os aplausos ou se era a militância levada ao evento.

No final do encontro, o Blog de Jamildo perguntou ao diretor da ONG Leões do Norte, Wellington Medeiros, o que ele havia achado do confronto.

“Eles foram genéricos e pouco práticos, mas eu gostei mais do PSOL, que foi mais incisivo, ao defender que a mudança só é possível a partir da mobilização”, frisou Medeiros, um dos fundadores da Parada da Diversidade do Recife.

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Confusão na boate

Antes de começar o debate entre os candidatos, na Boate Metrópole, aconteceu um pequeno princípio de tumulto. O candidato a vice na chapa PT/PTB, Paulo Rubem Santiago, reclamava que estava ali representando Armando Monteiro e que gostaria de participar das discussões. A produção do evento não permitiu. Os aliados de Paulo Rubem Santiago presentes começaram a vaiar a mesa. Os mais exaltados diziam que não era democrática a orientação.

A dona da casa de espetáculos Maria do Céu precisou interromper e se posicionar de forma firme. “Aqui não tem política de campanha. Se tiver gente paga aqui, que se retire. Armando não aparece em um debate aqui pela segunda vez”, justificou, referindo-se à campanha para reeleição de Eduardo, quando Humberto Costa tomou parte nos debates, mas o petebista não.

Aliados de Paulo Câmara, de grosso calibre, aproveitaram para jogar lenha na fogueira. “Armando é homofóbico”.

Paulo Rubem Santiago discutia com o marido de Maria do Céu, até o nome do vice-presidente da República ter sido citado como exemplo. “Você vê o Temer representar a Dilma em algum lugar?”, questionou o fotógrafo e produtor de vídeo Canários.

“Você está me comparando com Temer?”. Deu as costas e partiu o deputado federal.

No início dos trabalhos, quando todos tomaram acento à mesa, ficou lá vazia a cadeira reservada ao candidato a governador.

Depois do evento, a produtora Maria do Céu explicou que o senador chegou a confirmar presença, mas não informou que mandaria o vice.

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