Afastado da defesa, primo de Pedro Corrêa lista dez motivos pelos quais ele deveria fazer delação premiada

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Publicado em 13/04/2015 às 18:35
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Quando foi transferido de Brasília para Pernambuco, Pedro Corrêa veio de Avianca. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem. Quando foi transferido de Brasília para Pernambuco, Pedro Corrêa veio de Avianca. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem.

Mesmo afastado da defesa do primo e ex-deputado federal Pedro Corrêa, o juiz aposentado Clóvis Corrêa encontrou-se com o ex-parlamentar antes de ele seguir para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Nas visitas, que aconteceram em Canhotinho e no Cotel, o advogado voltou a aconselhar o primo a optar pela delação premiada, como alternativa para reduzir a pena. Em meio à insatisfação com o posicionamento de Clóvis, a família afastou o tio do caso e contratou o advogado Michel Saliba, do Distrito Federal.

Em conversa com o Blog, Clóvis apontou dez motivos {LEIA ABAIXO} para que Pedro recorra à delação premiada, ao contrário do que defendeu Saliba. Sem cobrar honorários, o juiz aposentado afirmou que continua defendendo o posicionamento, porque sabe que é o único caminho para o sucesso da defesa.

"A declaração do advogado Clóvis Corrêa, primo de Pedro Corrêa, não reflete o pensamento deste, quer em relação à robustez das provas, eis que Clóvis sequer teve acesso aos autos, bem como – e principalmente – em relação à possível prática de delação premiada, algo sequer cogitado pelo ex-parlamentar, que afirma ter agido nos limites legais”, informou.

Pedro Corrêa foi levado sem algemas para a sede da PF. Foto: Guga Matos/JC Imagem. Pedro Corrêa foi levado sem algemas para a sede da PF. Foto: Guga Matos/JC Imagem.

Para Clóvis, a sentença despachada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, é "contundente". Além disso, pesa contra Pedro Corrêa a condenação no processo do mensalão. Na tentativa de convencer o primo a falar tudo o que sabe, Clóvis relembrou que, historicamente, quem contribui com a Justiça para apuração dos fatos sai beneficiado. Como exemplo, citou o caso de Paulo Roberto Costa,  que fez delação premiada e está preso em regime domiciliar no Rio de Janeiro.

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A invulnerabilidade de Sérgio Moro, que nunca revogou termos de habeas corpus, também é fator que pesa contra Pedro Corrêa, disse o advogado. "O juiz Sérgio Moro está amplamente respaldado no mais alto conceito da sociedade", opinou.

Na conversa, Clóvis explicou ainda que relembrou a Pedro fatores como a distância da família. O ex-parlamentar ficará preso, à disposição da Justiça, em Curitiba. "Pedro tem 67 anos. A saúde dele está fragilizada. Ele tem hipertensão, diabetes. O melhor caminho é falar tudo o que sabe", defendeu o magistrado.

Veja os 10 pontos defendidos por Clóvis Corrêa:

1. A contundência da sentença de Sérgio Moro.

2. O fato de já ter antecedência do mensalão

3. Historicamente quem contribuiu com a Justiça para apuração dos fatos saiu beneficiado.

4. A invulnerabilidade do Juiz Sérgio Moro, onde até agora nenhuma decisão foi revogada em termos de habeas corpus.

5. A verdade é o melhor caminho para o sucesso da defesa.

6. A prisão fechada a 3 mil km de distância da família.

7. A contribuição significativa para purificação do processo eleitoral.

8. O  juiz Sérgio Moro está amplamente respaldo no mais alto conceito da sociedade.

9. A minha visão de magistrado não é de vender ilusão

10. A saúde dele. O ex-deputado tem hipertensão e diabetes

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