Empreiteira pagou R$ 350 mil à paróquia ligada a Gim Argello

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Publicado em 12/04/2016 às 12:17
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Foto: USP/Divulgação. Foto: USP/Divulgação.

Investigadores da Lava-Jato encontraram um pagamento da empreiteira OAS para uma igreja indicada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF), Ppreso nesta terça-feira (12) na 28ª fase da operação, apelidada de “Vitória de Pirro”.

Ele é acusado de receber propina para não convocar empreiteiros em CPIs da Petrobras no Congresso. É o segundo pagamento para uma igreja detectado pela investigação.

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De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em 15 de maio de 2014, quando foi instalada a CPI da Petrobras no Senado, o presidente afastado da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, enviou uma mensagem a um interlocutor em que pediu o pagamento de R$ 350 mil para a conta de uma paróquia no Distrito Federal.

De acordo com informações do Correio Braziliense, o centro de custo apontado era “Obra da Renest (sic)”, uma referência à sigla Rnest, a refinaria de Abreu de Lima da Petrobras, em Pernambuco, onde a OAS prestava serviços à estatal. O pagamento foi realizado em 19 de maio, de acordo com documentos da empreiteira.

A força-tarefa de procuradores e os policiais federais identificaram que o ex-senador é “frequentador da paróquia e manteve contatos frequentes com executivos da OAS por meio de ligações e encontros no período de funcionamento” das CPIs da Petrobras do Senado e do Congresso. No entanto, o Ministério Público diz que a igreja não tinha conhecimento da irregularidade.

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