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STF abre inquérito para investigar Renan Calheiros e Romero Jucá

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Publicado em 30/04/2016 às 15:24
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Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado As investigações foram baseadas em um diário apreendido com um dos investigados na Operação Zelotes. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A ministra Cármen Lúcia, relatora da Operação Zelotes, abriu um inquérito para investigar a suspeita de envolvimento do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do senador Romero Jucá, ambos do PMDB, com um esquema de venda de emendas a medidas provisórias. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

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A publicação destaca que as investigações foram baseadas em um diário apreendido com um dos investigados na Zelotes, João Batista Gruginski, em que ele registra um encontro com outro investigado: Alexandre Paes dos Santos.

Gruginski relatou em depoimento que, nesse encontro, ouviu de Alexandre Paes dos Santos que existia uma negociaçao de R$ 45 milhõess em propina para senadores favoráveis aos interesses de montadoras de veículos em uma medida provisória.

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Esses senadores seriam Renan Calheiros, Romero Jucá e Gim Argello, ex-senador do PTB, que foi preso este mês em outra operação, a Lava Jato. O nome de Jucá é dado como certo para comandar o Ministério do Planejamento em um possível governo do vice presidente Michel Temer. Além disso, a Polícia Federal encontrou em um bloco de anotações de Alexandre Paes dos Santos, as iniciais dos nomes dos senadores, ao lado de valores.

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Alexandre Paes dos Santos também afirmou que os comentários que fez seriam apenas boatos que ouviu e negou o pagamento de propina aos senadores. Mas os investigadores acharam que era necessário aprofundar a investigação. A reportagem refere que Renan e Jucá podem ser chamados a prestar depoimento.

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Respostas

De acordo com assessoria de Renan Calheiros, o presidente do Senado não conhece o autor da denúncia e que o próprio Alexandre Paes dos Santos afirmou se tratar de um boato que ouviu no mercado.

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A assessoria do senador Romero Jucá também negou que ele tenha recebido recursos por apresentação de emendas à MPs. Jucá argumentou que a acusação, feita por meio de uma anotação de diário, já foi desqualificada pelo próprio autor, Alexandre Paes dos Santos. Os advogados de Gim Argello e Alexandre Paes dos Santos não quiseram comentar o assunto

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