Dilma visita obra da Transposição atrasada há seis anos

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Publicado em 05/05/2016 às 17:52
Foto: Guga Matos/JC Imagem
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O eixo norte da Transposição do Rio São Francisco ainda está, quase 10 anos depois do início da obra, com 87,7% das obras concluídas. Com previsão de entrega do empreendimento só no ano que vem, quando pode não estar mais na presidência, Dilma Rousseff (PT), chega a Cabrobó nesta sexta-feira (6) para vistoriar a segunda estação de bombeamento desse eixo, ainda em fase de testes. O evento com a petista está marcado para as 15h30, em Cabrobó, no Sertão pernambucano.

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Os canteiros na região do Estado mostram que ainda há muito o que ser feito. Veja fotos de Floresta, no eixo leste, do fotógrafo da JC Imagem Guga Matos:

Foto: Guga Matos/JC Imagem - Foto: Guga Matos/JC Imagem
Foto: Guga Matos/JC Imagem - Foto: Guga Matos/JC Imagem
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A construção do canal da transposição começou em 2007, com previsão inicial de acabar três anos depois, já levando água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, todos vítimas da seca constantemente. As obras se prolongam até hoje. Segundo o Ministério da Integração Nacional, em abril, a construção atingiu 87,7% no eixo norte e 84,4% no eixo leste. Em quase 10 anos, o orçamento passou de R$ 4,5 milhões para R$ 8,2 milhões.

A obra é tocada pela Mendes Júnior, empreiteira envolvida na Operação Lava Jato que entrou em recuperação judicial e deixou outras construções em Pernambuco, como o Corredor Leste-Oeste, empreendimento de mobilidade pensado para a Copa do Mundo e que está parado.

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A última vez que a presidente vistoriou a obra foi no fim de 2015, no trecho em Floresta. A obra sempre foi explorada pelas gestões petistas, apesar dos atrasos na obra. Em 2014, na campanha de Dilma à reeleição, ela e Lula (PT), ex-presidente e seu padrinho político, estiveram lá com uma equipe de vídeo gravar o que seria o início da “primeira fase” da transposição. Foram mostradas até imagens de testes.

» Veja galeria de fotos de outras passagens de Dilma por Pernambuco:

Ainda como ministra-chefe da Casa Civil, Dilma veio a Pernambuco em 2007 para assinar um termo de cooperação garantindo R$ 1,3 bilhão em recursos do PAC para o Estado (Foto: Chico Porto/Acervo JC Imagem) - Ainda como ministra-chefe da Casa Civil, Dilma veio a Pernambuco em 2007 para assinar um termo de cooperação garantindo R$ 1,3 bilhão em recursos do PAC para o Estado (Foto: Chico Porto/Acervo JC Imagem)
Em 2008, como ministra-chefe da Casa Civil, Dilma veio com Lula (Foto: Alexandre Auler/Acervo JC Imagem) - Em 2008, como ministra-chefe da Casa Civil, Dilma veio com Lula (Foto: Alexandre Auler/Acervo JC Imagem)
Dilma esteve no Palácio para solenidade do programa Luz para Todos, ainda como ministra-chefe da Casa Civil, em 2008 (Foto: Marcos Michael/Acervo JC Imagem) - Dilma esteve no Palácio para solenidade do programa Luz para Todos, ainda como ministra-chefe da Casa Civil, em 2008 (Foto: Marcos Michael/Acervo JC Imagem)
Em 2010, Dilma veio para a solenidade da inauguracao do navio construido no Estaleiro Atlantico Sul, no Complexo de Suape (Foto: Rodrigo Lobo/Acervo JC Imagem) - Em 2010, Dilma veio para a solenidade da inauguracao do navio construido no Estaleiro Atlantico Sul, no Complexo de Suape (Foto: Rodrigo Lobo/Acervo JC Imagem)
Já como candidata, Dilma em evento com Lula, Eduardo Campos (que seria seu rival depois), João Paulo e Armando Monteiro Neto (atual ministro) (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem) - Já como candidata, Dilma em evento com Lula, Eduardo Campos (que seria seu rival depois), João Paulo e Armando Monteiro Neto (atual ministro) (Foto: Michele Souza/Acervo JC Imagem)
Em 2011, Dilma já como presidente em Garanhuns para Aula inaugural do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem) - Em 2011, Dilma já como presidente em Garanhuns para Aula inaugural do curso de Medicina da Universidade de Pernambuco (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Em 2012, Dilma com o então governador Eduardo Campos e João da Costa, prefeito na época (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem) - Em 2012, Dilma com o então governador Eduardo Campos e João da Costa, prefeito na época (Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem)
Dilma, em 2012, na primeira partida de futebol na Arena Pernambuco (Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem) - Dilma, em 2012, na primeira partida de futebol na Arena Pernambuco (Foto: Edmar Melo/Acervo JC Imagem)
Em 2013, Dilma visita a Refinaria Abreu e Lima (Foto: Alexandre Gondim/Acervo JC Imagem) - Em 2013, Dilma visita a Refinaria Abreu e Lima (Foto: Alexandre Gondim/Acervo JC Imagem)
Em 2014, Dilma com João Lyra em Serra Talhada para a Adutora do Pajeú e lançamento do edital para o Ramal Agreste (Foto: Alexandre Gondim/Acervo JC Imagem) - Em 2014, Dilma com João Lyra em Serra Talhada para a Adutora do Pajeú e lançamento do edital para o Ramal Agreste (Foto: Alexandre Gondim/Acervo JC Imagem)
Em 2014, Lula e Dilma em evento em prol da campanha de Armando Monteiro Neto a governador. Derrotado na eleição, ele assumiu o Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem) - Em 2014, Lula e Dilma em evento em prol da campanha de Armando Monteiro Neto a governador. Derrotado na eleição, ele assumiu o Ministério de Desenvolvimento e Comércio Exterior (Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem)
Dilma no encontro Dialoga Brasil, com representantes de movimentos sociais, no Recife, em 2015 (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem) - Dilma no encontro Dialoga Brasil, com representantes de movimentos sociais, no Recife, em 2015 (Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem)

Agora, porém, o contexto político é outro. Essa pode ser a última visita de Dilma a Pernambuco ainda no cargo, com a possibilidade de ser afastada na votação da admissibilidade do impeachment pelo Senado, na próxima semana. Se o pedido de afastamento da petista for aceito, ela deixa a presidência por 180 dias e quem assume é o vice - e seu rival - Michel Temer (PMDB). O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) vai fazer um ato a favor da presidente durante a visita dela a Pernambuco.

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MAIS QUE ISSO - Em Pernambuco, além do problema na própria Transposição, há ainda o Ramal do Agreste, que vai levar a água do eixo leste para a Adutora do Agreste. Sem isso, o canal não ajuda essa região de Pernambuco. Orçada em R$ 1,2 bilhão, a obra já foi de responsabilidade do Ministério da Integração, passou para o governo estadual e depois voltou para a gestão federal, sem dar andamento à obra. A adutora, no entanto, não está em situação muito melhor; a construção, iniciada em 2013, está em ritmo lento.

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