Como o Ministério das Minas e Energia, agora com o grupo de FBC, poderia ajudar Pernambuco

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Publicado em 12/05/2016 às 22:15
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Os aliados do senador Fernando Bezerra Coelho (FBC) estavam exultantes nesta tarde de quinta-feira. Em conversa com o Blog de Jamildo, eles comemoravam a indicação do deputado federal Fernando Filho, líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, para o comando da pasta de Minas e Energia. Até a semana passada, uma das especulações era de que o PSB iria para a pasta de Integração Nacional, onde o próprio FBC havia sido ministro de Lula e Dilma.

“FBC deu a volta por cima”, contou um graduado aliado, em uma referência a resolução do partido para que os comandados não entrassem no governo Temer.

Pelo que se ouve nos bastidores, o novo ministério pode ser muito útil aos planos futuros do grupo, com atuação em Petrolina. Enquanto a Integração cuida apenas de água, por assim dizer, a nova pasta tem um potencial de realizações muito maior e mais estratégico para a região e o Brasil.

A Chesf, por exemplo, fica sob o mesmo guarda-chuva e é mais importante do que muitos ministérios. Os socialistas já ocuparam a companhia, antes de Eduardo Campos partir para a corrida presidencial e deixar o governo Dilma. Há ainda a Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL.

Nesta área de eletricidade, consta ainda o comando de Furnas, que oferece uma ponte com aliados como Aécio Neves, do PSDB.

No entanto, o principal objeto de desejo, pela real possibilidade de realização de um pacote de bondades, é a boa e velha Petrobrás, com sua atuação forte nas áreas petroquímica e naval.

De acordo com essas versões, o grupo vislumbrou, por exemplo, ações que possam ajudar a concluir a primeira e segunda fase da Refinaria Abreu e Lima, inconclusa em Suape.

“A estatal é estratégica para a nação. Neste cenário, imagine-se quantos milhares de empregos seria possível retomar em Pernambuco, com a refinaria e a retomada do polo naval”, questiona um dos interlocutores do grupo socialista.

Quem vai defender Temer no Senado?

Com a queda do governo Dilma, e aberto o prazo para que o processo de impeachment seja conduzido no Senado, está aberta a temporada de especulações para os nomes que vão assumir o posto de Humberto Costa, até ontem líder do governo Dilma no Senado, em substituição a Delcídio do Amaral.

Consta que o senador FBC teria interesse no cargo, ampliando seu cacife político no governo Temer, onde o filho já foi nomeado para a pasta de Minas e Energia.

Querelas em Pernambuco

No plano local, caso se confirme a eventualidade da indicação, não deixará de ser inusitado e interessante acompanhar como se processará as relações entre o senador e os demais caciques da sigla no Estado, notadamente o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Julio. Para muitos, trata-se das primeiras arrumações para as eleições estaduais de 2018.

Os aliados de FBC nunca esquecem de relembrar o veto que o governador recém-eleito Paulo Câmara fez a um nome indicado por FBC para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado. O constrangimento foi grande. FBC ficou tão chateado que chegou a divulgar uma nota oficial com críticas ao aliado, na mesma hora em que PC a anunciava seu secretariado.

Nesta semana que passou, segundo reclamam nos bastidores, foi a vez do veto branco ao nome de Fernando Filho, cotado inicialmente para a Integração Nacional e depois nomeado para Minas e Energia. O PSB chegou a divulgar uma nota oficial defendendo que os correligionários não participassem do governo Temer.

“Este tipo de coisa não acontecia com Eduardo Campos. Não são notas oficiais de uma direção cartorial que resolvem as coisas. Tem muita gente que quer ser liderança sem ter pago todas as cadeiras. Por tudo isto, quem sai perdendo (com a nomeação de Fernando Filho) é Paulo Câmara, induzido ao erro por Geraldo Julio. FBC volta com força, enquanto Paulo Câmara e Geraldo Julio ficaram isolados no partido”, conta um aliado de FBC, pedido pelo amor de Deus que o nome seja mantido em reserva.

As rusgas são remanescentes da época da campanha ainda. Aliados de Paulo Câmara nunca perdoaram o comportamento de FBC e João Lyra, dois dos nomes preteridos por Eduardo Campos, para a campanha ao governo do Estado, logo depois da morte prematura do líder socialista. Como Paulo Câmara ainda patinava nas pesquisas de opinião, os dois teriam se unido para tentar trocar o candidato, neófito em política.

Não só a iniciativa acabou não dando certo como nunca mais as relações foram as mesmas. Nas eleições municipais deste ano, João Lyra, hoje no PSDB, já tomou o troco em Caruaru, com o veto a filha Raquel Lyra como candidata pelo PSB. O deputado estadual Miguel Coelho, também filho de FBC, é um dos pré-candidatos a prefeito em Petrolina.

A conferir os próximos capítulos.

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