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Nova oposição mira em cinco senadores para tentar reverter impeachment de Dilma

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Publicado em 13/05/2016 às 16:31
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O deputado federal Sílvio Costa (PTdoB), vice-líder de Dilma Rousseff (PT) na Câmara, afirmou, nesta sexta-feira (13), que agora, com o afastamento provisório da petista, a base aliada vai tentar fazer uma articulação para tentar se aproximar de pelo menos cinco senadores para reverter o impeachment no julgamento do mérito.

Com a mudança de lados na Câmara, Sílvio Costa quer virar líder da minoria - ou seja, líder da oposição. Para isso, o deputado, que concedeu entrevista nesta sexta-feira (13) no Recife, vai voltar para Brasília no domingo (15) e participar de reunião na segunda (16). Já tem sessão e votação na terça (17).  "Quem indica o líder da minoria é o maior partido da oposição, que é o PT", justificou as conversas com a legenda.

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Sílvio Costa ainda disse que, embora a nova oposição, considere importantes reformas política e na previdência, por exemplo, vai boicotar todas as mudanças que venham de Temer. "Estamos em um momento inusitado no Brasil", afirmou. "Nessa provisoriedade a gente não pode votar reforma definitiva", concluiu.

A presidente foi afastada nessa quinta-feira (12), por 55 votos a favor da admissibilidade do impeachment e 22 contra. Dilma ficará por até 180 dias fora do Palácio do Planalto e o governo federal tem provisoriamente Michel Temer (PMDB) à frente.

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O peedebista empossou o primeiro escalão no mesmo dia, com nove ministros a menos. O procedimento agora é a análise dos argumentos que pedem o afastamento definitivo da petista e a defesa, que Dilma tem 20 dias para apresentar por escrito. Isso será feito a com a coleta de provas, o depoimento de testemunhas e também com debates.

O processo agora é presidido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. O julgamento do mérito será feito também no plenário do Senado, em prazo não estabelecido. Para que o impeachment seja concretizado, os aliados de Temer têm que somar 54 votos contra ela.

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