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Empresário diz à PF que aceitou ser laranja de Jucá em emissora de TV

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Publicado em 21/05/2016 às 22:20
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Geraldo Magela Fernandes da Rocha afirmou que foi "convidado" pelo ministro para assinar, no Senado, um documento de criação da empresa que faria a gestão da TV Caburaí. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O empresário Geraldo Magela Fernandes da Rocha, de 65 anos, declarou à Polícia Federal, em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, que aceitou atuar como laranja do ministro do Planejamento, Romero Jucá, na abertura e funcionamento de uma emissora de televisão em Boa Vista, no estado de Roraima.

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No depoimento, Magela afirmou que em 1999 foi "convidado" por Jucá para assinar, no Senado, um documento de criação da empresa Uyrapuru Comunicações e Publicidade, que seria criada para fazer a gestão da TV Caburaí. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

Ainda segundo Magela, além da Uyrapuru, as empresas Rede Caburaí de Comunicações e Societat Participações "sempre pertenceram de fato ao senador Romero Jucá, o qual sempre deteve de fato a autoridade pelos atos de gestão das referidas empresas".

Também ouvido em depoimento na PF, o radialista Ronaldo Naves, de 56 anos, afirmou ter trabalhado como gerente operacional da TV entre 2000 e 2001 e que "se reportava a Magela e Jucá" em suas atividades na empresa.

Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, "a possível prática, dentre outros, do crime contra a ordem tributária decorrente da doação da declaração de bens para a empresa Societat Participações, pois nada consta da declaração de bens do parlamentar; crime de apropriação indébita previdenciária, diante da ausência de repasse, à previdência social, das contribuições recolhidas".

O inquérito que investiga Jucá foi aberto em 2010, depois que Magela entregou e-mail à PF narrando sua versão e concedeu entrevista ao site "Congresso em Foco".

Em nota enviada ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou via assessoria que "nunca foi dirigente da empresa referida no processo".

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