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Eduardo Cunha diz que não há justificativas para o seu afastamento da Câmara

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Publicado em 21/06/2016 às 12:10
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O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reclamou há pouco do cerceamento de seus direitos e da seletividade nos inquéritos abertos contra ele.

Segundo o deputado afastado, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, fez suas denúncias ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base em notícias jornalísticas.

“Em nenhuma das denúncias, em nenhum dos inquéritos, eu fui chamado para ser ouvido. Não queriam me ouvir”, reclamou Cunha, acrescentando que, na ação cautelar de seu afastamento, foram listados 11 pontos, mas nenhum apresentou justificativa.

Cunha também contestou as acusações de que estaria fazendo manobras para impedir o seu processo no Conselho de Ética.

Eduardo Cunha afirmou que resolveu voltar a dar entrevistas para não ter mais a sua defesa prejudicada e cerceada.

Na coletiva, Eduardo Cunha fez críticas ao governo de Dilma Rousseff e ao PT.

Segundo o presidente afastado, ele conduziu a votação de várias propostas de interesse do governo, inclusive as propostas do ajuste fiscal.

Eduardo Cunha reafirmou que não agiu por vingança no caso da abertura do processo de impeachment contra a presidente da República. Ele destacou que rejeitou 40 pedidos com esse teor antes de acatar o que foi aberto em 2 de dezembro do ano passado.

Histórico

Eduardo Cunha está afastado do cargo de deputado e de presidente da Câmara por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, desde o dia 5 de maio. O ministro atendeu a pedido feito ao STF em 16 de dezembro do ano passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A entrevista coletiva do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ocorreu, no Hotel Nacional, em Brasília.

Ele fez um histórico da sua trajetória política e se defendeu das acusações contra ele. Cunha lembrou que a bancada do PMDB ficou dividida quanto ao apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o seu partido se sentia excluído de decisões do governo do PT. O deputado afastado também lembrou que ganhou a eleição em primeiro turno para a Presidência da Câmara.

Eduardo Cunha disse que está absolutamente convicto de não ter mentido à CPI da Petrobras ao dizer que não tinha conta no exterior. Ele ressaltou que foi à CPI para prestar esclarecimentos de forma espontânea, ao contrário de outros políticos.

Cunha citou as suas realizações na Presidência da Câmara: reforço à independência da Casa, corte de gastos, discussão da reforma política e aprovação dos projetos da terceirização e da redução da maioridade penal.

Com informações da Câmara dos Deputados

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