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Em nota oficial, PSB sai em defesa de Eduardo Campos e rebate irregularidades em campanha socialista

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Publicado em 21/06/2016 às 16:44
Foto: Michelle Souza/JC Imagem
Foto: Michelle Souza/JC Imagem
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O Partido Socialista Brasileiro (PSB) sai em defesa do ex-presidente da agremiação, Eduardo Campos. Em nota oficial, nesta tarde de terça-feira, a agremiação desmentiu acusações da Polícia Federal, no bojo da operação Turbulência, lançada nesta manhã, em Pernambuco e Goias.

A nota, assinada pelo presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, além de rebater as conclusões da PF, defende a imagem do ex-governador do Estado. Em Pernambuco, o comando estadual do PSB não se manifestou.

"A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB, em face da Operação Turbulência, da Polícia Federal, noticiada hoje (21) pela imprensa, informa à sociedade brasileira ter plena confiança na conduta do nosso querido e saudoso Eduardo Campos, ex-presidente e ex-governador de Pernambuco".

"O Partido apoia a apuração das investigações e reafirma a certeza de que, ao final, não restarão quaisquer dúvidas de que a campanha de Eduardo Campos não cometeu nenhum ato ilícito", descreve Carlos Siqueira, Presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro

Os quatro presos na operação  Turbulência já foram enviados para o presídio provisório do Cotel, em Abreu e Lima  Nesta quarta-feira, a Polícia Federal promete divulgar as imagens dos bens apreendidos e fazer um balanço da operação. Um dos procurados foragido.

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A Operação Turbulência, que levou à prisão de três empresários em Pernambuco nesta terça-feira (21), começou no início do ano para investigar quais seriam os verdadeiros donos do jatinho que transportava o ex-governador Eduardo Campos (PSB) durante a campanha presidencial dele, em 2014, quando ele morreu após a queda do avião. Inicialmente seriam duas empresas, uma delas a Geovane Pescados, em nome de Geovane Barreto, um pescador.

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As suspeitas começaram pelo fato das duas empresas serem muito pequenas, de ramos diferentes, comprando um avião de valor milionário.  “É suspeito uma empresa de pescados ter adquirido um avião. É uma empresa de pescados em nome de um pescador que nem foi localizado porque está em alto mar pescando”, afirmou a delegada da Polícia Federal Andrea Pinho. A Justiça expediu contra Geovane um mandado de condução coercitiva, para que ele prestasse depoimento à PF. Além da Geovane Pescados, a CRM Material de Construção também comprou o jatinho.

Durante as investigações, a PF descobriu a participação de várias outras empresas de fachada e de “laranjas”. Até agora, foram identificadas 18 contas bancárias de envolvidos no esquema, sendo a maioria de empresas jurídicas e apenas duas de pessoas físicas. Dezessete contas são registradas em Pernambuco, a maioria na Região Metropolitana do Recife, e algumas com o mesmo endereço. Apenas uma é de Goiás, pertencente à empresa West Pneus.

» Ouça a íntegra da coletiva de imprensa da Polícia Federal que explicou o caso:

Pelo menos de 2010 para cá, a movimentação nas 18 contas somam R$ 600 milhões. Ainda não se sabe a origem e o valor exato do dinheiro usado na compra do jatinho, mas o valor estaria incluso nesse montante.

Quatro empresários foram presos preventivamente nesta manhã, dos quais apenas um, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, afirma ter comprado o avião. Também foram presos Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana Vieira, Arthur Roberto Lapa Rosal. Um quinto empresário, Paulo César de Barros Morato, teve mandado de prisão decretado e está foragido.

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De acordo com a Polícia Federal, dos cinco empresários com mandado de prisão decretado, três deles eram os “líderes” do esquema – servindo como ‘testa de ferro’ de políticos, distribuindo recursos ilícitos “lavados nas 18 contas bancárias” para as campanhas eleitorais. Duas dessas seriam as de Eduardo Campos (PSB) em 2010, para a reeleição ao Governo de Pernambuco, e em 2014 para a presidência.

Os recursos seriam desviados de contratos da Petrobras e de obras da Transposição do Rio São Francisco. Foram compartilhadas nessa investigação provas recolhidas pela Justiça Federal do Paraná e do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Lava Jato.

 

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