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Com máquina do IML em manutenção, exame no corpo de foragido da Operação Turbulência foi feito na Paraíba

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Publicado em 29/06/2016 às 21:27
Paulo César Morato FOTO:
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Com informações do Jornal do Commercio

O exame toxicológico nas vísceras do empresário Paulo César Morato foi feito na Paraíba. O motivo, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), que uma das máquinas do Instituto de Medicina Legal (IML) estava em manutenção. Morato foi encontrado morto há uma semana, um dia após a deflagração da Operação Turbulência, em que era alvo de um mandado de prisão preventiva.

A SDS afirmou que o exame foi feito no estado vizinho para não atrasar o laudo, previsto para esta quinta-feira (30), mesmo dia em que o corpo do empresário deve ser liberado para sepultamento. Não foi necessário levar o corpo de Morato até a Paraíba; um funcionário do IML viajou com uma amostra para analisá-la usando os equipamentos de lá.

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De acordo com a SDS, a máquina do IML do Recife, um cromatógrafo gasoso acoplado ao espectofômetro de massa, estava passando por manutenção periódica e o serviço já foi concluído. A secretaria informou que, das etapas da perícia toxicológica, essa é uma das últimas. Outras análises periciais estão em andamento no Recife para a emissão do laudo.

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Através da Operação Turbulência, a Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro em empresas principalmente em Pernambuco. Há indícios de que a organização abasteceu campanhas do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014. Foi a apuração da compra do jatinho em que o socialista estava quando morreu que desencadeou a ação policial.

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Morato era visto como testa de ferro do grupo. O nome dele estava à frente de uma empresa de terraplanagem que recebeu R$ 18 milhões da construtora OAS. O dinheiro pode ter sido desviado das obras de Transposição do Rio São Francisco supostamente para a campanha de Eduardo Campos há dois anos. Dos cinco alvos de mandados de prisão, ele era o único foragido.

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