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Acusado de testa de ferro da Operação Turbulência ganhou carro de luxo como “presente de papai” de cabeça do esquema

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Publicado em 07/07/2016 às 20:21
Foto: Divulgação/PF
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A Operação Turbulência, deflagrada pela Polícia Federal em Pernambuco, no dia 21 de junho passado, trouxe uma situação pitoresca para as investigações no Estado, mostrando que ao menos um carro de luxo, o Evoque, aparece como objeto de desejo de vários dos personagens encrencados na PF.

No plano nacional, as investigações da Lava Jato, que haviam começado ainda em 2008, deslancharam no sentido da Petrobras logo depois que o nome de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, ganhou um Range Rover Evoque do doleiro Alberto Youssef. Os dois estavam um certo dia presos no trânsito quando o funcionário da Petrobras manifestou o desejo de, algum dia, ter um carro daqueles, exibido em uma concessionária do Rio de Janeiro. Youssef, solicito, pediu que ele entrasse na concessionária e começou a materializar o sonho ali mesmo.

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Em Pernambuco, um dos cabeças do suposto esquema, Eduardo Freire Bezerra Leite, chamado de Eduardo Ventola, deu um Evoque ao “testa de ferro” Artur Roberto Lapa Rosal, chamado também de Tuta Rosal. No suposto esquema, Tuta Rosal teria o mesmo papel que o empresário Paulo César de Barros Morato, que apareceu morto em um motel de Olinda. Os dois primeiros foram alvos da PF no Estado e foram presos, depois levados ao Cotel.

O veículo de placa PGH 3354-PE, de cor vermelha, aparece nas imagens da apreensão da PF. Em consulta ao Facebook e Instagram do personagem a PF evidenciou que ele apresentava como “presente de papai” a Land Rover Evoque.

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O carro encontrava-se registrado em nome da empresa MM Administração e Gestora de Bens. A empresa estava relacionada no esquema a Eduardo Freire Bezerra Leite, de acordo com as investigações.

Além do carro de luxo, Tuta Rosal aparecia ao lado de uma lancha, de nome Sedução, também de propriedade de Eduardo Freire Bezerra Leite.

“As contas de Artur Roberto Lapa Rosal evidenciam que ele transacionava, em ocasiões distintas, com diversas pessoas físicas e jurídicas, cujas contas eram inarredavelmente utilizadas pela organização criminosa”, afirmam os investigadores.

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Neste trabalho, Tuta Rosal teria usado até mesmo as contas de um primo, Kleyton Albert da Silva.

» Confira abaixo a lista de apreensões:

Dois helicópteros e um avião (somados, têm valor de R$ 9 milhões); cinco notebooks, cinco discos rígidos, diversos documentos, R$ 149 mil reais em cheques,R$ 1.900.000,00 em contratos, R$ 1.040,000.00 em Comprovantes de Transferência Eletrônica (TED),R$ 460 mil em recibos, R$ 60 mil em cheques, 17 celulares, R$ 30 mil em dinheiro $ 10 mil dólares, 20 agendas, três pendrives, seis tablets, extratos bancários, escriturações, planilhas fiscais, 45 relógios, oito veículos das marcas BMW, Land Rover, Porsche, Jeep, Toyota, Audi, Range Rover Evoque e Freelander, uma espingarda calibre 12, dois revólveres calibre 22 e um revólver calibre 38.

Todo o material vai passar por perícia técnica que pode apontar outros envolvidos no esquema investigado pela Operação Turbulência.

A investigação teve início a partir de análises de movimentações financeiras de empresas envolvidas na aquisição da aeronave que transportava o ex-governador Eduardo Campos em seu acidente fatal.

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Em nota, o PSB disse "ter plena confiança na conduta do nosso querido e saudoso Eduardo Campos, ex-presidente e ex-governador de Pernambuco" e que "apoia a apuração das investigações e reafirma a certeza de que, ao final, não restarão quaisquer dúvidas de que a campanha de Eduardo Campos não cometeu nenhum ato ilícito".

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