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Alvo da Operação Turbulência, Apolo Vieira teria usado familiares e até irmã em esquema de fraudes

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Publicado em 08/07/2016 às 12:30
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O empresário pernambucano Apolo Santana Vieira, preso durante as diligências da Operação Turbulência, no dia 21 de junho, começou a ganhar notoriedade e vincular-se às investigações da Policia Federal depois de ter figurado como avalista da aquisição da aeronave PR-AFA (que matou Eduardo Campos, em São Paulo, em agosto de 2014), tendo utilizado para tantos recursos oriundos de uma empresa fantasma, de nome Geovane Pescados.

O empresário é apontado como proprietário, de fato ou de direito, de um conglomerado de 18 empresas. “A despeito de possuir todas aquelas empresas, ressalte-se que ele somente possui um único veículo registrado em seu nome, além de duas embarcações”, observam as autoridades na investigação.

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Naquelas em que formalmente sua participação não é direta, constam como sócios sempre parentes seus, inclusive a esposa Diana Margarida Ferry Vieira. A empresa ASV Holding S.A., em que ele figura apenas como avalista, tem a sua esposa como diretora, além de possuir seu acrônimo no nome.

Nas investigações do caso, o MPF diz que Apolo Santana Vieira possui aparentes vinculações com aos menos quatro empresas fantasmas. Segundo as autoridades, em geral essas empresas realizaram operações suspeitas - a maior parte delas por meio de emissão de títulos - figurando como beneficiários diversas pessoas que integram a chamada organização criminosa.

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Segundo as investigações da PF, a sua irmã Patrícia Santana Vieira, funcionária da empresa Smartcred Securitização de Créditos, teria remetido valores expressivos para a conta da empresa fantasma Geovane Pescados.

Ainda segundo as investigações da PF, o empresário movimentou recursos em transações junto a conta das empresas MS Pescados e da empresa ASV Holding, onde figuravam como beneficiários os filhos e sua esposa Diana Margarida, no período de 01 de fevereiro de 2016 a 11 de março de 2016, no montante de R$ 3,7 milhões. A MS Pescados é apontada como empresa fantasma pela Polícia Federal.

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Em uma operação que sugere uma tentativa de esconder patrimônio, que lembra iniciativa semelhante atribuída a Cerveró, no Rio de Janeiro, é citado, em relação ao empresário, que os dados da COAF indicam várias operações suspeitas vinculadas ao seu nome, como resgate ou portabilidade e pagamento únicos de PGBL ou VGBL no valor total de R$ 480 mil. No entanto, como investimentos desta natureza são compatíveis com sua condição financeira, a investigação continua em aberto na Justiça. O próprio MPF disse, sobre o empresário, que o desenvolvimento final das investigações, após a deflagração da sua parte ostensiva, melhor elucidará o seu envolvimento nos fatos apurados.

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