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Antes de morrer envenenado, PC Morato assumiu contas do esquema da Operação Turbulência como verdadeiras

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Publicado em 08/07/2016 às 17:01
Paulo César Morato FOTO:
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O empresário Paulo Cesar Morato, que apareceu morto em um motel em Olinda, um dia depois da deflagração da operação Turbulência, da Polícia Federal em Pernambuco, assumiu, perante as autoridades da investigação, PF e Ministério Público Federal, ao lado de Artur Roberto Lapa Rosal, serem os verdadeiros responsáveis pelas movimentações financeiras detectadas nas contas de suas empresas.

Nas investigações, o MPF pondera, em relação aos dois personagens, que não são meros laranjas e agiam assim com o objetivo de encobrir o envolvimento dos principais integrantes no esquema criminoso.

Com participação ativa, já no dia da operação da PF, no mês passado, os dois foram apresentados como testas de ferro da suposta quadrilha. Assim, salvo melhor juízo, a revelação de que já havia assumido as contas indicam que o empresário teve tempo suficiente para pensar na vida, ou no seu fim trágico, antes da decretação da prisão em junho. O esquema teve início ao menos no ano de 2010 e de acordo com  a PF e o MPF somente parou em março deste ano, quando por coincidência aconteceu no Recife ações da Operação Xepa.

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De acordo com os dados da investigação, o Ministério Público Federal, em dado momento, chegou a discordar do enquadramento feito pela PF e ponderou que o empresário Apolo Santana Vieira não era mencionado como o orientador das condutas de lavagem de dinheiro, embora seu nome tenha aparecido de frente na compra do avião que matou Eduardo Campos, como avalista do financiamento.

Nesta fase das investigações, as imputações estes fatos eram direcionadas a PC Morato e Artur Rosal, enquanto pivôs do esquema, cujo objetivo era encobrir a origem ilícita dos recursos e cooptar outras pessoas para figurarem como sócias de empresas implicadas, nas palavras do MPF. “Tudo isso aponta a adequação de Apolo Santana Vieira não a função de “cabeça” do grupo criminoso, mas de “testa de ferro”, ao menos diante das provas colacionadas até o presente momento”, descrevem as autoridades.

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