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Turbulência: Ministério Público destaca promotora para acompanhar inquérito da morte de Paulo Morato

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Publicado em 21/07/2016 às 20:58
Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
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O procurador geral do Estado de Pernambuco, Carlos Guerra, nomeou, sem alarde, nesta semana, a promotora de Olinda Rosângela Furtado Padela Alvarenga para acompanhar o inquérito sobre a morte do empresário Paulo Cesar Morato, encontrado falecido em motel de Olinda, enquanto foragido da Polícia Federal, após mandado de prisão da Operação Turbulência, em 22 de junho passado.

Ele explicou ao Blog de Jamildo, nesta quinta-feira (21), que a promotora foi designada porque já estava atuando no caso e era a promotora natural, em Olinda, onde fica localizado o motel Tititi, onde foi achado morto o empresário acusado de testa de ferro de um esquema milionário pela Polícia Federal de Pernambuco.

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De acordo com o MPPE, a promotora acompanhará só os fatos relativos à morte. Em Pernambuco, em ano de eleição, a oposição pediu a federalização das investigações.

A designação de um promotor especial para acompanhar um inquérito é situação muito excepcional, que não costuma ocorrer em casos de suicídio. Geralmente, atua no inquérito o promotor sorteado por livre distribuição do processo.

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Assassinato?

Em ata das ações do órgão, no Diário Oficial do Estado, no dia 13 de julho, a procuradora Adriana Fontes questionou o procurador geral Carlos Guerra, em reunião do Conselho Superior do Ministério Público do Estado (MPPE), se já havia sido designado um promotor para acompanhar o inquérito.

O que causou alarde nos meios jurídicos é que, na ata oficial da reunião do MPPE, o caso da morte do empresário Paulo Morato foi tratado expressamente como "assassinato".

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Na reunião em questão, de acordo com os dados públicos da ata, Carlos Guerra respondeu que não tinha recebido "nenhuma reclamação" até o momento, mas, ante a colocação da procuradora, iria designar um promotor para acompanhar o caso.

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O corregedor Renato Silva Filho disse "ser importante essa designação diante da polêmica que tem cercado a investigação", sem especificar qual seria a "polêmica".

O Governo do Estado, horas após o corpo do empresário foragido ser encontrado, assegurou que teria sido suicídio e, até o presente momento, não divulgou o resultado final das perícias.

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