Em debate, candidato do PSB culpa governo Dilma por obras paradas no Recife; petista defende

jamildo
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Publicado em 27/10/2016 às 11:50
Geraldo Julio e João Paulo estiveram frente a frente. Foto: André Nery/JC
Geraldo Julio e João Paulo estiveram frente a frente. Foto: André Nery/JC
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O último debate realizado pela TV Jornal antes do segundo turno com os candidatos a prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) e João Paulo (PT), na manhã desta quinta-feira (27), foi marcado por duras críticas de ambos os lados. O socialista se manteve no ataque às gestões petistas que o antecederam e chegou a dizer que a culpa das obra paradas é da crise no País "criada pela má gestão econômica" do governo Dilma Rousseff. O candidato do PT rebateu e chamou Geraldo Julio de ingrato, pois o PSB já fez parte da gestão petista.

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Questionado sobre um possível impacto negativo em sua campanha pela difícil situação do Partido dos Trabalhadores, João Paulo defendeu a sigla e disse não esconder a estrela do PT em sua campanha. "O PT aparece na minha campanha e construí o PT aqui no Estado, fui o primeiro presidente da CUT em Pernambuco e trouxe o ex-presidente Lula no primeiro turno, não escondemos o PT que é um partido de muita luta de muitas conquistas" ressaltou João.

Foto: André Nery/JC João Paulo diz que não esconde o PT na campanha. Foto: André Nery/JC

Além da gestão nacional do PT, o candidato à reeleição, Geraldo Julio, disse que os petistas que o sucederam não cuidaram bem da capital pernambucana. "O candidato do PT não vai confundir a população. Sabemos que a gestão do PT foi a mais mal avaliada na saúde do Recife e vamos construir o que em 12 anos não fizeram e combatendo as dificuldades deixadas pelo PT", ressaltou o prefeito.

Foto: André Nery/JC Geraldo Julio destaca os problemas de 12 anos da gestão petista no Recife. Foto: André Nery/JC

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CONFIRA AS IMAGENS DO DEBATE:

Foto: André Nery/JCImagem - Foto: André Nery/JCImagem
Foto: TV Jornal - Foto: TV Jornal
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Foto: André Nery / JC Imagem - Foto: André Nery / JC Imagem
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Foto: André Nery / JC Imagem - Foto: André Nery / JC Imagem
Foto: André Nery / JC Imagem - Foto: André Nery / JC Imagem

João Paulo, que alcançou 23,76% dos votos válidos no primeiro turno, tem a missão de virar a eleição para se tornar o único prefeito eleito pelo PT em uma capital no Nordeste em 2016. Ele é o único petista a disputar o segundo turno em 2016 e busca ainda retomar o domínio que o partido teve justamente com ele, entre 2001 e 2008, e com seu sucessor, João da Costa, preterido em 2012 de uma tentativa de reeleição por Humberto Costa, que acabou perdendo para Geraldo Julio.

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Enquanto João Paulo tenta descobrir como alcançar uma virada, Geraldo Julio conta com apoios importantes em campanha. Pernambuco é o grande polo do PSB desde os tempos de Miguel Arraes, justamente o padrinho político do atual prefeito. Ele conta com o apoio do governador Paulo Câmara, do ex-governador Jarbas Vasconcelos, do ministro da Defesa, Raul Jungman e da família de Eduardo Campos (ex-governador morto em acidente de avião há dois anos). No dia da votação (2), o candidato compareceu a sua sessão acompanhado do governador Câmara, de Renata, viúva de Eduardo Campos, dos três filhos e do neto.

O embate foi mediado pela apresentadora Graça Araújo e contou com a participação dos jornalistas do Sistema Jornal do Commercio Jamildo Melo e Giovani Sandes.

BASTIDORES

O antagonismo entre eles foi visto não só na frente das luzes das três câmeras, no estúdio de Jornalismo da TV Jornal. Enquanto João Paulo recebia, antes do debate, na sala preparada para ele, a imprensa para conversar sobre a expectativa do encontro e outras pautas que serão publicadas até o próximo domingo (30), o socialista ficou mais recluso com a sua equipe em outro ambiente.

Nos intervalos, João Paulo fazia tiradas que levavam aos sorrisos dos que estavam no estúdio, e também de Geraldo Julio. Em um dos momentos, brincou com a mediadora, Graça Araújo, sobre a elegância dela. "De branco, tom sobre tom. Muito bonita", afirmou se referindo também à sandália que ela usava. A apresentadora respondeu que foi difícil encontrar uma tonalidade adequada.

"Não podia amarelo, vermelho, azul, verde...", afirmou, antes de ouvir a resposta do petista: "Eu que estou desarrumado aqui". Graça respondeu: "Tá nada, tá arrumado, tá bem", para receber mais uma de João, que olhou para os pés, como se estivesse analisando mais uma vez a própria roupa. "Tô, é? Que bom!", respondeu João, faltando pouco menos de um minuto para o último bloco. Geraldo Julio, que lia um papel, também sorriu com o diálogo. Quando voltaram as atenções das câmeras, as acusações retornaram e o clima voltou ao tom sério visto entre eles na campanha.

 

 

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