Recife: no último debate entre Geraldo Julio e João Paulo valeu a máxima de desconstruir o adversário

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Publicado em 28/10/2016 às 23:35
Geraldo Julio e João Paulo pouco antes do debate. Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
Geraldo Julio e João Paulo pouco antes do debate. Foto: Ricardo B. Labastier/ JC Imagem
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No último debate antes das eleições, João Paulo (PT) e Geraldo Julio (PSB), na noite desta sexta-feira (28) adotaram a mesma estratégia vista nos outros embates ou mesmo durante os atos de campanha. Principalmente nesta reta final, valeu a máxima de que tão bom quanto apresentar propostas para conquistar eleitores é desconstruir o adversário. O socialista bateu na tecla de que João é um "passado que o Recife não quer mais" e que só não fez mais pela cidade porque o "partido do meu adversário quebrou o Brasil". O petista voltou a chamar o prefeito incumbente de "ingrato" e de ter esquecido " a população mais pobre" da cidade.

EDUCAÇÃO

Geraldo perguntou a opinião de João Paulo sobre a robótica. João disse que a educação sempre foi prioridade, e a robótica também será, desde que para se investir nela outros investimentos não fiquem comprometidos. "A situação é tão grave que as nossas crianças estão tomando banho com sabão em pó", afirmou. "A robótica é para um grupo muito pequeno." E voltou a dizer que Geraldo é ingrato, pois os investimentos feitos na Capital, segundo ele, foram com verbas vindas do governo Dilma.

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Geraldo lembrou que as crianças do Recife são campeãs nacionais de robótica e que o IDEB com ele cresceu mais. "João conseguiu fazer o IDEB cair no Recife, pela primeira vez na história desde que tem o IDEB", acusou, antes de soltar: "Bolacha cream cracker com suco era a merenda no tempo dele". Criticou as escolas improvisadas. "Fizemos 10 creches" .Disse que a escola de Santo Amaro era uma escola de sala e janela. " A gente construiu uma escola completamente nova. Levamos o tables, a robótica, o passe livre. Vamos fazer o programa do Recife para o Mundo, os meninos vão fazer intercâmbio internacional", disse.

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SEGURANÇA

João disse que a secretaria de segurança não resolve nada de segurança. "Você sabe que é assalto, estupro. No Recife Antigo os restaurantes fechando às 10h da noite", afirmou, voltando a bater na tecla de que o prefeito não quer discutir o presente, mas um futuro que nunca vai chegar.  Geraldo colocou que nos 12 anos que o PT governou, ele não ouviu nada sobre segurança. "Era a capital mais violenta do País. Eles não faziam absolutamente nada. Amargava por ano  1400 homicídio", acusou. Ele pontuou que instalou 172 câmeras de segurança e criou o Compaz, "que está trazendo oportunidades para os nossos jovens".

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SAÚDE

João acusou que Geraldo destruiu todas as políticas públicas. "Faltam remédios essenciais para o idoso. Contratei quase seis mil trabalhadores na área da saúde", e disse que a equipe de saúde da família cresceu de 26 para mais de 500. "Vamos garantir a medicação para nossa população. Criamos 113 equipes de saúde bucal." Geraldo Julio colocou que após 12 anos, o PT saiu como o mais mal avaliado da história do Recife. "Em doze anos eles não construíram nenhum hospital, nenhum policlínica. Construímos o Hospital da Mulher e vamos fazer o Hospital do Idoso do Recife".

HABITAÇÃO

Geraldo pontuou que nos anos do PT eles entregavam as obras inacabadas. "Nós entregamos 1319 casas e apartamentos, com qualidade e dignidade", afirmou. "Essas pessoas merecem respeito e atenção. Tem um programa que é o Mais Vida no Morro, que revitaliza áreas abandonadas nos morros."  João retrucou que só ele entregou mais de quatro mil casas. "A presidente Dilma garantiu a qualidade das obras que estavam sendo feitas e ele fala que foi ele", acusou, e voltou a chamar Geraldo de ingrato.

FUNCIONALISMO PÚBLICO

João afirmou que  atual prefeito não tem uma política de valorização do funcionário público e mais de R$ 103 milhões gastos em cargos comissionados. "O pessoal da guarda municipal reclamando que usa fardamento de oito anos atrás, de quando eu saí", colocou.  Geraldo respondeu:  "Nomeamos quase 4 mil servidores. Fizemos planos de cargos importantes. Teve ano, no governo dele, que ele deu 1% de reajuste. Eu valorizo muito o serviço público", pontuou.

MORROS

João pontuou que o medo voltou a tomar conta dos morros, principalmente, nos tempos de chuvas. "Quando você vai pra Casa Amarela, as pessoas estão com medo". "Quando eu cheguei tinha 10  mil pontos de riscos, reduzimos sete mil", disse. Frisou que o trabalho de geomanta do socialista  é ecologicamente incorreto. "Vamos fazer um trabalho integrado no morro. Vamos voltar com o programa Parceria, que fez mais de três mil obras nos morros", argumentou.

Geraldo colocou que trabalhou na qualidade de vida dos morros, com o programa Mais Vida nos Morros. "Não dá para acreditar que ele fez sete mil obras nos morros do Recife", afirma. "Nós fizemos um trabalho muito grande com as escadarias", disse. Falou ainda da geomanta, que com o dinheiro dela se consegue proteger dez vezes mais do que na obra tradicional.

 

 

 

 

 

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