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No Ceará, Temer criticou oposição por mentir sobre cortes na saúde e educação

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Publicado em 10/12/2016 às 12:00
Foto: Beto Barata/Presidência da República
Foto: Beto Barata/Presidência da República
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Em entrevista coletiva concedida pelo presidente da República, após cerimônia de assinatura de atos no BNB, na sexta-feira, depois de Pernambuco, Temer reclamou com a oposição, ao responder a uma questão. Segundo um jornalista, Temer disse que a oposição está falseando os dados da PEC do teto.

“Não, é o que eu ouço. Só se for falsa a notícia”, disse Temer.

“Eu ouço sempre que a PEC do teto dos gastos vai reduzir os valores para a Saúde e a Educação, uma coisa quase proposital, não é? E eu estou tentando evidenciar, como muitos já o fizeram, que não haverá redução de valores de Saúde e Educação. Estou dizendo: É preciso dizer a verdade. E até brinquei: contra o argumento eu apresento o documento. E o documento que eu sugiro que se verifique é o Orçamento do ano que vem, que se baseia no teto e onde as verbas para Saúde e Educação foram acrescidas e não diminuídas”.

Na quinta, dirigentes das Centrais Sindicais se reuniram no Dieese, em São Paulo, para debater a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo. Estiveram presentes representantes da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central, CSB, CSP-Conlutas e CGTB.

O objetivo do encontro foi elaborar propostas para organizar a resistência aos pontos mais polêmicos da reforma, visando fazer com que os direitos da classe trabalhadora sejam respeitados.

Entre as mudanças rechaçadas pelas Centrais estão a fixação da idade mínima de 65 anos para aposentadoria, com elevação do tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos; desvinculação de benefícios do salário mínimo; e novas exigências previstas para os trabalhadores do campo.

Em entrevista à Agência Sindical, o primeiro secretário da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite (Serginho), disse que há consenso entre as Centrais presentes à reunião.

“A proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo é prejudicial para milhões de trabalhadores”, ele diz.

Segundo Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese, as Centrais se propuseram a estudar criteriosamente a proposta do governo.

“Isso será feito com o apoio nosso, para que os Sindicatos tenham condições de esclarecer suas bases e estimular a participação ativa dos trabalhadores nas discussões que fazem parte dos tramites legais da proposta”.

As Centrais também aprovaram reforçar a mobilização nas categorias. Hoje, a Força apresenta, a partir das 11 horas, um calendário de lutas contra a reforma da Previdência. Cerca de quinhentos sindicalistas devem participar da reunião, na capital paulista. Os metalúrgicos do ABC também fazem protesto no km 18 da Rodovia Anchieta, às 9 horas.

Na avaliação de Serginho, qualquer manifestação contra a reforma tende a ganhar real participação dos trabalhadores. “O fato é que as mudanças propostas no âmbito da previdência causam impactos diretos na vida de todos nós, trabalhadores e aposentados”, argumenta.

O secretário-geral da UGT, Canindé Pegado, avalia que a reunião foi positiva e agora a Central parte para os debates internos e organização das bases. “Sozinhos nós não derrubaremos a reforma da Previdência; isso deve ficar claro. Então, precisamos unir forças para que ela seja feita de forma a não prejudicar os trabalhadores e o próprio sistema de seguridade social”.

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