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Vereadores divergem sobre pedido para tirar questões de gênero das escolas

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Publicado em 31/10/2017 às 10:27
Foto: Divulgação
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Com informações do site da Câmara do Recife

Vereadores do Recife discutiram nessa segunda-feira (30) o requerimento apresentado pela vereadora da bancada evangélica Michele Collins (PP) para pedir ao Ministério da Educação que retire expressões relativas à identidade de gênero da Base Nacional Comum Curricular. Os parlamentares não entraram em consenso e, durante as discussões, o Rodrigo Coutinho (SD) pediu vistas, com um prazo de cinco dias para devolver o documento, que não poderá ser votado enquanto isso.

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Michele Collins voltou a afirmar que caberia às famílias fazer essa discussão. "A ideologia de gênero quer colocar para as crianças nas escolas que elas podem ser o que elas quiserem, segundo sua construção cultural. Isso é só a ponta do iceberg. Nós temos um compromisso com a família e não podemos concordar. Queremos que as crianças aprendam e tenham respeito a quem é diferente, mas não queremos que elas sejam incentivadas", disse em seu discurso.

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Também da bancada evangélica, Fred Ferreira (PSC) usou a religião para justificar que estava de acordo com a vereadora. "A minoria quer se tornar maioria. Os pais não têm mais direção. Somos defensores da família e do Evangelho", afirmou.

Já o vereador Jayme Asfora (PMDB) foi contrário à proposta de Michele Collins justificando que o debate das questões de gênero nas escolas incentiva a igualdade. "O que chamam de ‘ideologia de gênero’ é a possibilidade das escolas debaterem que não há prevalência da mulher sobre o homem. É ensinar que um adolescente homossexual tem os mesmos direitos que o adolescente heterossexual. É importante que se debata igualdade de gênero e o direito ético à livre orientação sexual", afirmou. "O número de homicídios em Pernambuco por crime de ódio a homossexuais tem crescido", acrescentou Asfora.

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Ivan Moraes (PSOL) também é favorável ao debate sobre gênero na educação. "Seria repugnante se alguém, no ambiente escolar ou doméstico, fosse forçado a agir de acordo com um gênero com o qual não se reconhece ou com valores de sexualidade que não são seus. Também precisa ser recriminada a atitude de que todo mundo é igual. Isso parte da ciência. Refuto a ideia de que se trata de ideologia.

Leia o requerimento de Michele Collins

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