Unidade da esquerda não pode vir por chantagem, diz Marília, contra PSB

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Publicado em 08/06/2018 às 21:06
Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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Podendo ter a candidatura a governadora limada com a possível aliança entre PT e PSB, a vereadora petista Marília Arraes criticou os socialistas nesta sexta-feira (8), em vídeo gravado em Minas Gerais, onde está para o lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência. Antes, em entrevista coletiva, a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, já havia admitido abrir mão de candidaturas "viáveis" em nome de alianças e colocado o acordo com o PSB como prioritário.

"É imprescindível a unidade dos partidos de esquerda, mas essa unidade não pode vir mediante chantagem, mediante condicionamento, essa unidade tem que vir mediante posicionamento ideológico", afirma Marília Arraes no vídeo. A vereadora cita o PCdoB e diz que o partido esteve com o PT em momentos como os que antecederam a prisão de Lula, em São Bernardo do Campo, em abril. "Diferentemente, por exemplo, do PSB".

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Gleisi Hoffmann enfatizou mais cedo que a prioridade do PT é a candidatura de Lula. 

"Com a certeza de que o nosso palanque vai fazer a defesa do presidente Lula, vai representar o presidente Lula no estado de Pernambuco", diz Marília Arraes no vídeo.

"Se tivermos uma aliança nacional com o PSB, as alianças locais vão ser estabelecidas em razão da aliança nacional", havia afirmado Gleisi Hoffmann. 

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Questionada sobre a manutenção do nome do ex-prefeito de Minas Gerais Márcio Lacerda (PSB), que tem a retirada da pré-candidatura ao governo como pré-requisito para a consolidação da aliança dos socialistas, Gleisi Hoffmann fez uma declaração que pode ter impacto em Pernambuco.

No Estado, uma parte dos petistas, incluindo o senador Humberto Costa, defende apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB que tem estado à frente das articulações com os petistas. Outro grupo é a favor da candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes. Essa semana, após a parlamentar aparecer em empate técnico com o socialista, mas à frente dele, em pesquisa interna do partido, o senador afirmou que continua defendendo a aliança, mas que não iria se opor à candidatura e que o assunto deveria ser decidido pela executiva nacional do partido, alegando que, para ele, o apoio ajudaria Lula.

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"É natural que os pré-candidatos reafirmem suas pré-candidaturas, porque se nem eles se defenderem, como vão convencer os outros a defenderem, né? Isso é natural, A gente também tem, por parte do PT, em alguns lugares, candidaturas que são viáveis, importantes, que também se defendem, têm apoio partidário, mas que possivelmente a gente tem que conversar para formar uma aliança. Esse é o processo, as coisas acontecem assim", minimizou o caso de Lacerda.

Em Minas Gerais, o PT cobra ao PSB o apoio à reeleição do governador petista Fernando Pimentel. Lacerda, porém, está mais inclinado em relação ao PDT.

"Nós temos uma decisão do PT de priorização de candidaturas. A primeira prioridade é a eleição para a presidência da República. Diante dessa prioridade, as demais eleições vão ser tratadas de forma a viabilizar a prioridade. É obvio que além da eleição do presidente Lula, temos a prioridade da eleição de bancada, dos governadores já eleitos e, nos estados onde já tivermos competitividade, desses governadores. Mas todo o partido vai trabalhar para garantirmos a campanha do presidente Lula", afirmou ainda Gleisi Hoffmann.

A presidente nacional do PT negou que o partido esteja discutindo um plano B à candidatura de Lula ou até o nome do vice. "Estamos conversando com outros partidos sobre a questão da aliança e a vice entra nela".

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