Após Rede ter 'perdido tempo', PROS se aproxima do PT

Douglas Fernandes
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Douglas Fernandes
Publicado em 24/07/2018 às 15:14
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
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Alvo de cortejos do PT para uma aliança para a disputa pelo Palácio do Planalto, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) esteve muito perto de fechar um apoio a outra presidenciável: a ex-senadora Marina Silva (Rede). Segundo um dirigente do PROS que acompanhou as negociações com a Rede, apenas faltava o "martelo ser batido" para a coligação ser anunciada e retirar a ex-senadora do isolamento político.

A negociação envolvia o nome do ex-deputado federal Maurício Rands (PROS) para compor como vice a chapa de Marina. "Resistências internas" e a visão de que o partido da ex-senadora estaria "empurrando com a barriga" as negociações "esfiaram" as conversas e impediram um acordo, que era o "desejo" majoritário do PROS. O senador e pré-candidato a presidente Álvaro Dias (Podemos) também chegou a negociar com a legenda, oferecendo a vice na chapa do parlamentar, mas o acordo não se concretizou. 

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Hoje, a legenda mantém conversas avançadas com o PT para apoiar a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ser barrada pela Lei da Ficha Limpa pela sua condenação em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad são cotados como plano 'b' petista na disputa presidencial.

Nesta quarta-feira (25), em Brasília, o presidente nacional do PROS, Eurípedes Júnior, terá mais uma rodada de conversas com a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), para tentar tirar do isolamento a candidatura petista. Em Pernambuco, o PROS já deu indicativo de apoio à vereadora Marília Arraes (PT), pré-candidata ao governo do Estado.

O deputado federal João Fernando Coutinho (PROS), que comanda o diretório pernambucano da legenda, trabalha para que essa aliança seja estendida ao plano nacional. João Fernando Coutinho se reunirá com o Eurípedes Junior nesta terça-feira (24), em Brasília, para trabalhar pela composição com os petistas. Nos demais Estados, o partido se mantém dividido, com alas que defendem uma aliança, por exemplo. com o ex-governador Ciro Gomes (PDT), que já foi filiado à sigla.

Registrado em 2013 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PROS "nasceu" com uma ligação com o PT, apoiando o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Nas eleições 2014, o partido esteve na ampla coligação de siglas que reelegeu Dilma. No pleito deste ano, o partido poderá aumentar o tempo de TV e rádio da candidatura petista um pouco mais do que uma aliança com o PCdoB traria.  

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