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Após defender prisão de Lula, Jarbas agora quer petista candidato

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Publicado em 24/08/2018 às 18:41
Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
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"Vai ser uma cena bonita, ele caminhando para Curitiba". Era como o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), candidato ao Senado, descrevia, em setembro de 2015, como seria a prisão do ex-presidente Lula (PT) na Operação Lava Jato, já dada como certa por ele. Três anos depois, na mesma coligação que o Partido dos Trabalhadores e com o petista preso, mudou o tom. "Defendo a possibilidade de Lula ser registrado e ser candidato. Se vai ser ou não, é outro problema", afirmou, sem alarde, em entrevista ao programa de rádio Cidade em Foco, transmitido em rádios do Agreste pernambucano há uma semana.

"A situação de Lula é uma questão que está com a Justiça e decisão da Justiça é para se cumprir", afirmou nesta sexta-feira (24), pela assessoria de imprensa.

Apesar de a chapa em que está - encabeçada pelo governador Paulo Câmara (PSB) - usar a imagem de Lula, Jarbas manteve o voto no ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência. Além disso, faltou à inauguração do comitê do ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) nessa quinta-feira (23), para onde foram os aliados, evento transformado em ato pró-Lula.

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O ex-presidente apareceu com 62% das intenções de voto na última pesquisa Ibope JC/TV Globo, divulgada essa semana.

Apesar disso, o discurso mudou para sinalizar para os aliados. Desde o início da campanha, por exemplo, Jarbas pediu votos para o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição na mesma chapa.

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Opositor do PSB desde que rompeu com Miguel Arraes, em 1992, se aliou ao ex-governador socialista Eduardo Campos, neto de Arraes, 20 anos depois, para a eleição municipal do Recife. No mesmo ano, o PSB havia se distanciado do PT no contexto local, lançando a candidatura do atual prefeito, Geraldo Julio. Em 2013, os socialistas desembarcaram do governo Dilma Rousseff (PT) e passaram a criticar os petistas em âmbito nacional e, em 2014, quando Jarbas foi eleito deputado federal após um mandato no Senado, apoiaram Aécio Neves (PSDB) no segundo turno.

Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

PSB e PT voltaram a se aproximar no ano passado, em oposição ao governo Michel Temer (MDB). Apesar de ser do mesmo partido de Jarbas, o presidente é ligado à cúpula nacional do partido, que tentou destituir o vice-governador Raul Henry, ligado ao governador, do comando da sigla.

Após mais de seis meses de negociações em Brasília para fechar um acordo que envolvia Pernambuco, no início de agosto, a Executiva Nacional do PT anunciou a retirada da candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes ao Palácio do Campo das Princesas e o apoio à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB), com Humberto Costa na chapa. Jarbas já era certeza para a primeira vaga da disputa ao Senado.

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