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Ninguém escolhe ser preso, ministra Damares, diz Túlio Gadêlha

Douglas Fernandes
Douglas Fernandes
Publicado em 11/04/2019 às 7:35
Foto: Alexandre Amarante/PDT
Foto: Alexandre Amarante/PDT
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A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, teve que enfrentar, nessa quarta-feira (10), as duras cíticas da oposição na sua participação em audiência da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos Deputados. Ao lado de Damares, o deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) apontou que falta políticas públicas duradouras dos governos brasileiros no combate à criminalidade.

“Ninguém escolhe ser preso, ministra. Da mesma forma que ninguém escolhe passar fome, que ninguém escolhe ser assassinado ou escolhe morrer soterrado em uma enchente. O que acontece é que, por falta de políticas públicas e por incompetência dos governantes, essas coisas acontecem”, disse Gadêlha.

O parlamentar pernambucano, que é cotado para disputar a Prefeitura do Recife, também ironizou a postura da ministra, que já protagonizou várias polêmicas.

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“Tenho percebido que vossa excelência é uma pessoa diferenciada, uma pessoa especial, por isso, me reporto a senhora como uma pessoa que merece um tratamento especial”, cutucou o pedetista.

Túlio Gadêlha também criticou a nomeação do advogado João Rodrigues Freitas como presidente da Comissão de Anistia, órgão ligado à pasta de Damares. Segundo o deputado, a nomeação fere o princípio da impessoalidade e da moralidade porque o conselheiro teria posição contrária à concessão de anistia.

“A nova composição da Comissão de Anistia fere frontalmente princípios da impessoalidade e da moralidade, em virtude de ter nomeado um conselheiro que é contrário à concessão de anistia”, disse.

De acordo com matéria da Folha de São Paulo, João Freitas foi responsável por entrar com uma ação, em 2010, que suspendeu, em decisão liminar, o pagamento de indenizações mensais de dois salários mínimos a 44 camponeses reconhecidos como vítimas de tortura durante as operações do Exército para acabar com a Guerrilha do Araguaia, no período da Ditadura Militar. 

“O presidente da Comissão de Anistia, ele não reconhece os atos da comissão de Anistia. Eu queria saber da senhora se irá manter esse cidadão à frente dessa Comissão tão importante para reparar os danos causados ao nosso povo, que é a Comissão de Anistia?”, questionou.

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