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Novos vazamentos indicam que Moro teria sido contra delação de Cunha

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Publicado em 05/07/2019 às 9:05
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Novos vazamentos de conversas trocadas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba (PR), procurador Deltan Dallagnol, indicam que o ex-juiz teria sido contra uma eventual delação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB).

Nos diálogos, publicados pela revista Veja em parceria com o site The Intercept Brasil nesta sexta-feira (5), Moro teria dito a Dallagnol ter tido conhecimento de rumores sobre a possibilidade do ex-deputado virar delator. O procurador teria respondido ao hoje ministro que não passavam de rumores e que poderia manter o ex-magistrado informado.

Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Confira as mensagens reproduzidas pela Veja

5 de julho de 2017

23:11 - Moro: Rumores de delação do Cunha... Espero que não procedam

23:12 - Dallagnol: Só rumores. Não procedem. Cá entre nós, a primeira reunião com o advogado para recber anexos (nem sabemos o que virá) acontecerá na próxima terça. estaremos presentes e acompanharemos tudo. Sempre que quiser, vou te colocando a par.

23:28 - Moro: Agradeço se me manter informado. Sou contra, como sabe.

Sergio Moro e Deltan Dallagnol foram procurados pela revista e pediram para que os arquivos fossem enviados os arquivos pela internet. Algo que ela negou. A revista afirmou, em nota da redação, que uma condição estabelecida era que isso foi feito de forma presencial. 

Em nota enviada à publicação, o Ministério da Justiça disse que “a revista Veja se recusou a enviar previamente as informações publicadas na reportagem, não sendo possível manifestação a respeito do assunto tratado. Mesmo assim, cabe ressaltar que o ministro da Justiça e Segurança Pública não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos, que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e que configuram violação da privacidade de agentes da lei com o objetivo de anular condenações criminais e impedir novas investigações. Reitera-­se que o ministro sempre pautou sua atuação pela legalidade”.

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