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PSOL: 'Brasil não pode conviver com dúvida sobre relação entre Bolsonaro e assassinato de Marielle'

Douglas Fernandes
Douglas Fernandes
Publicado em 30/10/2019 às 10:19
Foto: Divulgação
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O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, cobrou a manifestação das autoridades responsáveis sobre o depoimento do porteiro do condomínio, no Rio de Janeiro, onde morava o presidente Jair Bolsonaro (PSL) que cita o chefe do Executivo na investigação dos assassinatos da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O caso pode ser levado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento foi revelado pelo jornal Nacional, da Rede Globo, que apurou que um dos suspeitos das mortes reuniu-se com outro suspeito no condomínio de Bolsonaro pouco antes do crime, em 14 de março de 2018.

Segundo o porteiro, ao entrar, ele alegou que ia para a casa do presidente. Bolsonaro estava em Brasília no dia. Após exibição da reportagem, Bolsonaro fez uma série de críticas à Rede Globo.

Bolsonaro/Foto: Carolina Antunes-PR

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"A informação veiculada pelo Jornal Nacional desta terça-feira é grave. Segundo ele, horas antes do crime que vitimou nossa companheira Marielle Franco, um dos assassinos, Élson Queiróz, esteve na casa do então deputado federal Jair Bolsonaro. A informação foi obtida através do depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, onde vivia a família Bolsonaro.

Exigimos esclarecimentos imediatamente. O PSOL nunca fez qualquer ilação entre o assassinato e Jair Bolsonaro. Mas as informações veiculadas hoje são gravíssimas. O Brasil não pode conviver com qualquer dúvida sobre a relação entre o Presidente da República e um assassinato. As autoridades responsáveis pela investigação precisam se manifestar. Exigimos respostas. Exigimos justiça para Marielle e Anderson", diz a nota do dirigente do PSOL.

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