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Temendo ações judiciais, Bolsonaro dá posse a novo diretor da PF meia hora após nomeação

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 04/05/2020 às 11:43
Foto: Reprodução
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Meia hora após nomear o novo diretor-geral da Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro deu posse, nesta segunda-feira (4), ao delegado Rolando Alexandre de Souza como novo diretor-geral da Polícia Federal.

A indicação tinha sido publicada pouco antes das 10h em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que a posse ocorreu no gabinete presidencial do Palácio do Planalto, sem cobertura da imprensa. 

Nos bastidores, trata-se de uma estratégia do presidente Bolsonaro para frear um eventual movimento de judicialização da nova nomeação.

Atual secretário de Planejamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre de Souza era subordinado a Alexandre Ramagem, amigo dos filhos de Bolsonaro e que teve nomeação barrada para o comando da PF na semana passada, por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF).

Alexandre de Moraes acatou pedido do PDT, que argumentou que as relações entre Bolsonaro e Ramagem poderiam resultar em interferência do presidente na instituição. Após a decisão do ministro do STF, o presidente recuou e revogou a nomeação de Alexandre Ramagem.

Neste domingo (3), o presidente Bolsonaro sinalizou que faria a nomeação do novo diretor nesta segunda-feira (4).

Novo diretor

Nomeado por Bolsonaro nesta segunda-feira (4), Rolando é gaúcho e especialista em combate ao desvio de recursos públicos.

O delegado Rolando Alexandre de Barros foi superintendente da Polícia Federal em Alagoas de março de 2018 até setembro de 2019, quando deixou o posto para integrar os quadros da Abin. Souza começou a carreira na PF em Rondônia, onde conheceu Ramagem. 

Em Brasília, na sede da PF, foi chefe do Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos.

O impasse em torno do comando da Polícia Federal ocorre após o pedido de demissão do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Ao entregar o cargo, Moro afirmou que o presidente estava tentando fazer interferências políticas na PF, frear inquéritos contra seus aliados e obter informações de inteligência do órgão.

O presidente Jair Bolsonaro nega as tentativas de frear inquéritos contra aliados.

Após acusações de Moro, o ministro Celso de Mello (STF) abriu inquérito para apurar o caso, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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