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Ministério Público abre investigação para apurar suposta falta de EPIs para rodoviários no Grande Recife

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 05/05/2020 às 11:35
Pedro Josephi, um dos coordenadores da Frente de Luta pelo Transporte Público. Foto: Leo Motta/JC Imagem
Pedro Josephi, um dos coordenadores da Frente de Luta pelo Transporte Público. Foto: Leo Motta/JC Imagem
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O Ministério Público de Pernambuco decidiu abrir investigação sobre a denúncia de suposta falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para uso de trabalhadores do transporte público do Grande Recife durante a pandemia do novo coronavírus.

A abertura do inquérito ocorre após requerimento apresentado pela Frente de Luta pelo Transporte Público solicitando ao Governo do Estado que obrigue e fiscalize a distribuição de EPIs pelas empresas de ônibus aos rodoviários.

O Promotor do Transporte do MPPE, Humberto Graça, instaurou o procedimento preparatório 02010.000.002/2020 para apurar quais as medidas adotadas pelo Grande Recife e pelas empresas de ônibus para proteção de motoristas, cobradores, fiscais, terceirizados e para impedir o contágio dos usuários do transporte público.

No requerimento da Frente de Luta, assinado pelo advogado Pedro Josephi e pelo estudante Márcio Morais, foi requisitada também a testagem de covid-19 nos rodoviários, empregados do Grande Recife e terceirizados que estejam atuando no atendimento direto da população.

Além disso, a Frente de Luta também pleiteia a distribuição de máscaras nos Terminais Integrados da Região Metropolitana do Recife.

“O Governo determinou a restrição de aglomerações e circulação de pessoas, mas tem sido omisso com as empresas de ônibus que não disponibilizam máscaras para os rodoviários. Já tivemos diversos casos de coronavírus na categoria. É preciso cobrar das empresas a obrigação legal de fornecer EPI para diminuir os riscos de transmissão. Os ônibus e terminais continuam lotados nos horários de pico”, diz Pedro Josephi.

“Alguns funcionários e terceirizados do próprio Grande Recife que atuam nos Terminais foram afastados por suspeitas de contágio. Não há uma efetiva disciplina para impedir aglomerações. O Ministério Público tomou conhecimento das nossas denúncias e vai apurar a responsabilidade do Estado e da URBANA”, firma Márcio Morais.

O Governo do Estado e a Urbana-PE têm 10 dias para prestar esclarecimentos e apresentar as ações desenvolvidas para combate à transmissão do coronavírus.

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