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'Foi um dia de presos e demitidos sobre o colo de Bolsonaro', diz Humberto sobre a quinta-feira

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 19/06/2020 às 8:36
Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação
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O senador Humberto Costa (PT) criticou o governo Bolsonaro após a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e a saída do ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta quinta-feira (18).

A avaliação do senador Humberto Costa (PT-PE) é de que o presidente da República "está acuado e busca aumentar o tom do seu discurso autoritário com a finalidade de fugir da lei".

“Esse é um governo que cria crises e vive mergulhado nelas permanentemente. A prisão de Queiroz na casa do advogado da família do presidente é emblemática e pode ter muitos desdobramentos, inclusive pela própria relação de Queiroz com as milícias. São inúmeras as investigações que rondam Bolsonaro, seus filhos, sua família e seus aliados, tanto por desvio de dinheiro público, quanto pela propagação de fake news e até mesmo pelo estímulo e financiamento à realização de atos antidemocráticos. A situação é insustentável. É um governo que já terminou sem nunca ter começado”, afirmou o senador.

Humberto disse ainda que a saída do ministro da Educação também é "uma prova da tensão" na administração Bolsonaro hoje. Um dos nomes com maior adesão entre os bolsonaristas, Weintraub deixa a pasta após promover ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é um dos alvos de inquérito que tramita na Corte.

“Weintraub ficou pouco mais de um ano no cargo. Foi o suficiente para a a gente poder afirmar categoricamente que ele foi o pior ministro da Educação que o país já teve em todos os tempos. Ele promoveu um desmonte enorme do sistema educacional do país. Mas não caiu somente por sua incompetência e por seu ataque permanente à educação. Ele sai porque, como investigado, era mais uma crise constante no colo de Bolsonaro. E o presidente mal consegue suportar as que ele mesmo fabrica”, diz Humberto Costa.

O senador ainda disse que observa "ameaças" de Jair Bolsonaro e aliados à democracia. “São várias as investigações contra Bolsonaro e ele procura escapar de todas essas evidências levantadas pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pela Justiça do nosso país. Bolsonaro quer fugir das mãos da lei, embora elas devem ser aplicadas a todos. É por isso que ele usa pretextos para atacar as instituições, desferir ataques violentos à democracia e apregoar golpes de Estado para se tornar ditador. O que ele quer é a certeza da impunidade”, disse. 

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