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Ao lado de Patrícia Domingos, Daniel Coelho alfineta Marília, mas evita críticas a Mendonça por antiga aliança com o PSB

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 15/09/2020 às 12:03
Foto: Reprodução
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Um dia após anunciar retirar a sua pré-candidatura e anunciar apoio a Patrícia Domingos (Podemos) nas eleições para a Prefeitura do Recife, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) disse, nesta terça-feira (15), que tomou essa decisão para, entre outras razões, evitar um segundo turno "de fachada" entre PSB e PT.

A declaração foi dada em entrevista coletiva à imprensa realizada de forma remota. Daniel Coelho negou ter ressentimento com outros pré-candidatos do campo da direita no Recife, diante da divisão do grupo em múltiplas candidaturas.

"Não tem ressentimento. Cada partido tem o seu caminho. Apoiei Mendonça pela primeira vez em 2006, apoiei Armando por duas oportunidades. Mas acho que tem outro majoritário na oposição, e Patrícia é a candidata mais competitiva e é a que vai ao segundo turno representando esse conjunto", disse Daniel.

"Temos que evitar um segundo turno de fachada entre PT e PSB", disse o deputado federal, que frisou que Marília Arraes e João Campos eram "aliados até pouco tempo". O rompimento de Marília com o PSB aconteceu em 2014.

Daniel Coelho ainda citou o fato do PT, apesar de ter lançado Marília Arraes na disputa do Recife, ocupar cargos nas gestões do PSB na Prefeitura do Recife e no Governo de Pernambuco.

Os petistas ocupam a Secretaria de Saneamento do Recife, com Oscar Barreto, e a Secretaria de Agricultura de Pernambuco, com Dilson Peixoto, ambos aliados do senador Humberto Costa, que defendeu aliança com o PSB nas eleições do Recife. No entanto, Marília foi lançada como candidata por determinação do diretório nacional do PT.

Daniel Coelho foi questionado na entrevista se criticaria Mendonça Filho, que foi aliado do PSB em Pernambuco entre 2014 e 2016, pelo mesmo critério das críticas a Marília, pela aliança até "há pouco tempo" com os socialistas. O rompimento do DEM com o PSB se deu em 2016, após os democratas lançarem Priscila Krause na eleição do Recife, na ocasião contra Geraldo Julio, que tentava a reeleição.

Na resposta, o deputado tergiversou e disse que "o eleitor fará o julgamento" sobre isso. "Não vejo sentido em fazermos campanha questionando os candidatos do campo da oposição. O eleitor vai fazer o julgamento. PT e PSB são os nossos adversários, e o eleitor vai julgar qual a candidatura faz o projeto de mudança e representa a inovação e o futuro", disse.

Vice segue indefinido

O nome da pessoa que ocupará a vice na chapa encabeçada por Patrícia Domingos segue indefinido e será anunciado nesta quarta-feira (16). Mas já está reservada a vaga para integrante do Cidadania, de acordo com Patrícia e Daniel Coelho, presidente do partido em Pernambuco.

"O vice vamos divulgar na quarta-feira (16), será um integrante do Cidadania, temos uma parceria muito boa e será composta por um vice do Cidadania. Daniel é um grande parceiro, foi a primeira pessoa a me apoiar no fechamento da Decasp, tenho a honra de contar com apoio de Daniel, a quem tenho admiração", disse Patrícia. 

Sobre o perfil da pessoa que ocupará a vaga de vice, Daniel Coelho disse que provavelmente não está na chapa de vereadores do partido. Os nomes mais cotados até então eram da ativista Karla Falcão e do vereador Jayme Asfora. No entanto, ambos são pré-candidatos a vereador do Recife pelo Cidadania.

"O vice provavelmente não está na chapa de vereadores, mas será deliberado pela executiva do cidadania", disse Daniel, que garantiu engajamento na campanha de Patrícia, que classificou a aliança como uma representação da "nova política".

"Acho legítimo que todos possam disputar a eleição, não tenho críticas a nenhuma das candidaturas da oposição. Mas acredito que essa união com Daniel representa a nova política", afirmou Patrícia.

Ciclo do PSB

Daniel Coelho também disse que deseja ajudar a encerrar o ciclo do PSB em Pernambuco e no Recife. O partido governa o estado desde 2007, quando Eduardo Campos tomou posse. No comando da capital, o PSB está desde 2013, quando Geraldo Julio assumiu o cargo de prefeito.

"O projeto é coletivo e de grupo. Não tenho dúvida de que Patrícia vai ganhar essa eleição e esse palanque aqui de alguma forma estará representado. Vamos encerrar esse ciclo, já encerramos em alguma cidades, vamos começar pelo Recife e terminar pelo estado encerrando esse ciclo de atraso que o PSB trouxe para Pernambuco e para o Recife", criticou Daniel.

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