Mesmo com resultado negativo, indústria do estado supera índices pré-pandemia e melhor desempenho do Brasil na comparação com agosto 2019

jamildo
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Publicado em 08/10/2020 às 19:30
SUAPE/ Rafael Medeiros FOTO:
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Após três meses seguidos de crescimento em 2020, cuja alta acumulada chegou a 40,3%, Pernambuco apresentou queda de -3,9% na produção industrial em agosto frente a julho, a maior redução do país. O resultado negativo foi influenciado pelo desempenho de certos setores industriais, entre eles o de fabricação de bebidas e o de sabões, detergentes e produtos de limpeza.

Mesmo assim, Pernambuco está entre os seis estados brasileiros que superaram o patamar pré-pandemia, com desempenho 0,7% acima do mês de fevereiro.

Além de Pernambuco, Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-0,4%) foram os dois outros estados que tiveram redução na indústria.

De acordo com o IBGE, ainda que Pernambuco tenha apresentado queda na produção industrial em agosto em relação ao mês anterior, o estado teve o melhor índice do país na comparação entre agosto deste ano e o mesmo período do ano passado, com um avanço de 10%.

O resultado foi impulsionado, em grande parte, pelas atividades de bebidas (cervejas, chope e aguardente de cana-de-açúcar), de produtos alimentícios, de produtos de minerais não-metálicos, de produtos de borracha e de material plástico e de metalurgia.

O resultado está na contramão da média nacional, cuja redução foi de -2,7%.

No acumulado do ano, frente a 2019, houve redução em 12 dos 15 locais pesquisados, mas Pernambuco, com 0,9%, junto com Goiás (1,8%) e Rio de Janeiro (2,4%), foi um dos locais que registraram alta.

Já as maiores reduções foram observadas no Espírito Santo (-18,9%), Ceará (-14,8%) e Amazonas (-13,7%). Rio Grande do Sul (-12,4%), Santa Catarina (-11,9%) e São Paulo (-11,1%) também registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-8,6%), enquanto Paraná (-8,5%), Minas Gerais (-7,9%), Bahia (-7,7%), Região Nordeste (-6,9%), Mato Grosso (-2,3%) e Pará (-1,9%) completaram o conjunto de locais com quedas nesse indicador.

O acumulado nos últimos 12 meses recuou 5,7% em agosto de 2020 e repetiu o resultado de julho último, recuo mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%), permanecendo, dessa forma, com perdas mais intensas que as dos meses anteriores.

Em 13 dos 15 locais pesquisados houve taxas negativas em agosto de 2020, mas somente cinco destas quedas foram menos intensas do que as de julho.

Pernambuco (de -1,9% para -0,3%), Região Nordeste (de -5,6% para -4,5%), Minas Gerais (de -8,1% para -7,6%) e Ceará (de -9,4% para -9,0 %) registraram os principais ganhos entre os dois períodos. Por outro lado, no Pará (de -0,5% para -1,8%), Paraná (de -3,6% para -4,5%), Amazonas (de -4,8% para -5,7%) e em São Paulo (de -6,6% para -7,0%) as perdas foram mais acentuadas.

Indústria geral em Pernambuco

Em agosto de 2020, a produção industrial pernambucana viu alguns setores que tinham registrado redução na produção ao longo da pandemia consolidarem um recuperação.

Das 12 seções e atividades industriais cobertas pela PIM-PF no estado, quatro tiveram desempenho negativo no mês em comparação ao mesmo período no ano anterior. Foi o caso da Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores, com – 43,5%, que também acumulou as maiores perdas no acumulado do ano (-77,8%) e -79,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

A fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-3,7%), a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-0,8%) e a Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (-0,7%) completam a lista de segmentos com desempenho negativo.

As áreas da indústria com taxas positivas mais expressivas em agosto deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado foram a Metalurgia (26,4%), a fabricação de bebidas (22,7%), a fabricação de produtos de borracha e material plástico (21,4%), a fabricação de produtos de minerais não-metálicos (20,8%).

A fabricação de produtos alimentícios também apresentou alta de 8,3% frente agosto de 2019, e também teve a maior taxa tanto no acumulado do ano, com aumento de 17,1%, quanto no acumulado dos últimos 12 meses, com 10,3%.

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