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Charbel rebate crítica de Daniel Coelho: 'presidente de honra do partido de Patrícia, Ricardo Teobaldo é do Centrão'

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 28/10/2020 às 10:57
Foto: Beto DLC/JC Imagem
Foto: Beto DLC/JC Imagem
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O candidato a prefeito do Recife pelo Novo, Charbel Maroun, rebateu críticas do deputado federal Daniel Coelho na manhã desta quarta (28).

Daniel Coelho é do Cidadania, partido indicou o vice de Patrícia Domingos, Leo Salazar. O deputado afirmou que Charbel “calça 40”, em alusão a um suposto apoio a João Campos no segundo turno. Charbel disse que é independente e não faz alianças.

“A surpresa é que aqui não tem jogo combinado como a velha política está acostumada, muito pelo contrário, não aliviamos pra ninguém. Não fazemos coligações ou conchavos justamente para termos a independência de mostrarmos o nosso diferencial em relação aos demais candidatos”, disse Charbel.

Charbel também disse que o deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos), um dos líderes do Podemos em Pernambuco, é integrante do Centrão no Congresso Nacional.

“Me colocar no mesmo pacote de Mendonça e Campos só mostra o quanto Daniel está perdido. Primeiro, minha candidatura é a única de direita de verdade, diferente dos demais. O presidente de honra do partido de Patrícia, Ricardo Teobaldo, é do Centrão de Brasília. Somos a única candidatura do único partido que por opção não torra milhões de dinheiro público com propaganda eleitoral, já que recusamos a verba dos fundos partidário e eleitoral. Estamos firmes na disputa pela prefeitura, bastante confiantes e otimistas, e crescendo nas pesquisas, o que mostra que Daniel está desatualizado mais uma vez", acrescentou Charbel.

Entenda o caso

O deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) criticou explicitamente os candidatos Alberto Feitosa (PSC), Charbel Maroun (Novo) e Mendonça Filho (DEM).

Daniel fez publicação em rede social em que classifica Mendonça e Feitosa como do "time de Paulo Câmara", governador de Pernambuco pelo PSB, mesmo partido do candidato João Campos.

Daniel Coelho é coordenador da campanha eleitoral de Patrícia Domingos, candidata a prefeita pelo Podemos, partido que pretende lançar Sergio Moro em 2022 à presidência da República.

"O jogo do time de Paulo Câmara está claro: Mendonça, Feitosa e João Campos, desistem de apresentar propostas e partem para o ataque aberto e combinado contra Patrícia na TV. Mendonça, mostra que é igual ao PSB, no método, nas práticas e na estratégia. Mendonça e João calçam 40", disse Daniel em postagem com foto de Mendonça ao lado de Paulo Câmara e Geraldo Julio na campanha de 2014. Naquele ano, Mendonça esteve no palanque do PSB, que disputou o Governo de Pernambuco com Paulo Câmara.

A crítica ocorre em meio a uma disputa embolada pelo segundo lugar na disputa pela Prefeitura do Recife no 1º turno. Levantamentos mostram empate técnico entre Marília Arraes (PT), Mendonça Filho (DEM) e Patrícia Domingos (Podemos).

Mendonça e Patrícia estão à direita no espectro político e disputam os votos desse segmento. Pelas redes sociais, Patrícia Domingos já disse que João Campos, Marília Arraes e Mendonça são ‘farinha do mesmo saco’.

Na pré-campanha, Daniel Coelho chegou a ter diálogos com Mendonça Filho na tentativa de construir uma unidade no campo da direita no Recife. No entanto, a unidade não se viabilizou. Outrora, os dois já estiveram juntos em palanques, como em 2018, quando Mendonça Filho foi candidato ao Senado e teve o apoio de Daniel Coelho.

O deputado e aliado de Patrícia Domingos ainda disse acreditar que Mendonça apoiará o PSB em eventual segundo turno no Recife e disse ainda que Charbel Maroun, candidato do Novo, entrou em "jogo combinado".

"Nem precisa mais avisar que Mendonça, no segundo turno, apoiará o PSB. De novo! Charbel 0% foi a surpresa. Confesso que não esperava que ele entrasse nesse jogo combinado. Cada vez mais claro, que temos duas propostas. Patrícia para mudar e os outros calçam 40", afirmou Daniel Coelho.

"Pior de tudo, é que a turma que calça 40 não disfarçou. Colocaram os ataques no ar, no mesmo dia, mesma hora", disse Daniel em relação a peças eleitorais de campanha no rádio e na televisão.

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