Pastor Cleiton Collins promete live em campanha contra ação do PSOL no STF 'contra família'

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Publicado em 04/11/2020 às 19:20
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A poucos dias de uma polêmica votação no Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado estadual Pastor Cleiton Collins pede à Corte para que não aprove a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5.668), que trata da descriminalização da identidade LGBT de crianças e adolescentes nas escolas.

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No dia 11 de novembro, o STF vai votar a ação que trata da identidade LGBT entre crianças e adolescentes.

O pastor diz que a ideia do PSOL é "implantar a ideologia de gênero" no ambiente educacional.

"A ação movida pelo PSOL tem gerado críticas no âmbito familiar e em organizações religiosas. O combate ao preconceito contra as crianças deve existir, mas que a ideia já antiga do partido é "tentar implantar a ideologia de gênero nas escolas".

"Nós temos que ser contra o todo tipo de discriminação e bullying contra crianças e isso não significa apoiar a ideia de ideologia de gênero. Faço um apelo aos ministros para que votem a favor da família", diz o pastor em vídeo, no qual também anuncia que fará uma live com a participação de juristas, artistas, músicos e professores para discutir o assunto.

A live será transmitida no Facebook do deputado na sexta-feira (6), às 20h00.

O PSOL pede que o STF analise o Plano Nacional de Educação à luz da Constituição para julgar se as escolas deveriam ser obrigadas "a coibir também as discriminações por gênero, por identidade de gênero e por orientação sexual e respeitar as identidades das crianças e adolescentes LGBT".

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Em campanha, em plena campanha

A deputada Clarissa Tércio postou vídeo, em suas redes sociais, fazendo “um alerta” e pedindo mobilização social contra o que chama de imposição de ideologia de gênero, nas escolas.

Como fez o deputado estadual, mais cedo, a parlamentar chamou atenção para a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) 5668, ingressada pelo PSOL. “Se aprovada, a ação obrigará todas as escolas a ensinarem Teoria de Gênero.”, diz.

A ação está pautada para ser votada no próximo dia 11 de novembro deste ano, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e trata da descriminalização da identidade de gênero e orientação nas escolas brasileiras.

” É mais uma tentativa de ataque da esquerda à família brasileira. Querem desconstruir a família tradicional de todo jeito, mas não vão conseguir. Precisamos do seu apoio para lutar contra esse absurdo que querem fazer com nossos filhos. Compartilhem em suas redes sociais, se posicionando contra a ideologia de gênero, nas escolas”, pediu a deputada, um dos expoentes da bancada evangélica.

Clarissa chamou a “ideologia de gênero” de ” lixo ideológico”.

“Além de todos os danos, a matéria confunde a cabeça das crianças e alguns países que adotaram a Ideologia de Gênero nas escolas já se arrependeram. Você, pai, mãe, consegue imaginar seu filho homem, sendo ensinado no colégio que ele não nasceu homem? Que tudo é uma construção, independentemente do corpo dele produzir hormônios masculinos ou ter órgãos masculinos, mas que ele pode ser o que ele quiser?, afirmou a parlamentar.

PSOL processa criminalmente Sikêra Júnior, da Rede TV, por difamação

O PSOL anunciou nesta sexta-feira que entrou, no dia 28/10, com uma ação criminal por difamação contra o apresentador da Rede TV Sikêra Júnior em razão das declarações falsas que fez no dia 26, em seu programa na televisão.

Na ocasião, ele chamou o partido de “bando de pedófilos” e afirmou, entre outros absurdos, que a legenda entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para “obrigar o ensino da ideologia de gênero nas escolas brasileiras”.

Também foi protocolada uma ação cívil, por reparação e danos morais, contra o apresentador, a emissora, o Jornal da Cidade On-line e o Google para que o conteúdo deixe de ser veiculado na internet e redes sociais (Youtube, Instagram e Twitter).

“Muito diferente das mentiras e da desinformação propagada por Sikêra Júnior, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5668, apoiada por inúmeros segmentos sociais e políticos, pede que o STF interprete o Plano Nacional de Educação (aprovado pela Lei 13.005/2014) conforme a Constituição, alegando que não estão contempladas a prevenção e proibição do bullying homofóbico”, disse o partido.

A votação será realizada pelos Ministros do STF no próximo dia 11 de novembro.

Nas ações, o partido argumenta que uma coisa é oposição a teses jurídicas.

“Outra são mentiras, baseadas em atos falsos, que causam a desinformação e a confusão no espectador, o que é antijurídico, antidemocrático e um crime. O apresentador cria uma fake news grosseira com o único objetivo de ofender a reputação do PSOL. Ele e os veículos que propagaram as suas declarações precisam ser responsabilizados com a mesma gravidade das mentiras criadas”, afirma Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

“Entre os outros absurdos ditos pelo apresentador estão que o partido tem “taras em crianças”, que quer acabar com a “família brasileira”, que pretende trazer a “safadeza” para as escolas e determinar que os banheiros sejam unissex. Tudo isso é falso, não tem qualquer relação com a ADI 5658”, reafirma o dirigente.

Segundo Medeiros, com esse discurso, Sikêra Júnior estimula o ódio, a intolerância e a violência contra determinados grupos políticos e ideológicos, em especial contra o PSOL.

“Conforme as eleições se aproximam e nossos candidatos se destacam nas pesquisas, a divulgação de fake news tende a aumentar. Essa é uma tática já conhecida daqueles que se promovem por meio da mentira e da destruição da honra de seus concorrentes. Mas acreditamos na Justiça para combatê-las e não pouparemos esforços para responsabilizar seus autores e restabelecer a verdade”, afirmou Medeiros.

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