Em Petrolina, Miguel Coelho (MDB) confirma expectativa e é reeleito no 1º turno com larga vantagem

José Matheus Santos
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José Matheus Santos
Publicado em 15/11/2020 às 22:40
Foto: Divulgação
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Tido como favorito desde o início da campanha eleitoral, Miguel Coelho, do MDB, confirmou a expectativa e, por 76,19% dos votos no momento em que 100% das urnas haviam sido apuradas, foi reeleito prefeito de Petrolina, maior cidade do Sertão de Pernambuco.

O segundo colocado foi Júlio Lóssio Filho (PSD), com 9,78% dos votos. Em terceiro lugar ficou o ex-deputado estadual Odacy Amorim (PT), com 9,64% dos votos no mesmo momento.

Ao longo do primeiro mandato, Miguel contou com o apoio do pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que foi líder do governo Michel Temer na reta final daquela gestão e é líder do governo Bolsonaro atualmente. FBC, como é conhecido, também foi prefeito de Petrolina por três vezes (2004, 2000 e 1992). Além do senador, Miguel Coelho tem apoio do deputado federal Fernando Filho (DEM), ex-ministro de Minas e Energia de Temer, e do deputado estadual Antonio Coelho (DEM).

O clã político é aliado do presidente Jair Bolsonaro, que inclusive visitou Petrolina em maio de 2019 quando esteve em Pernambuco. Diversos ministros de Estado também estiveram na cidade em inaugurações de obras ou em ordem de serviço.

bolsonaro miguel coelho petrolina Bolsonaro e Miguel Coelho em Petrolina. (Foto: Presidência da República/Divulgação)

Nascido no Recife e criado em Petrolina, Miguel Coelho foi eleito, em 2014, aos 24 anos, como o mais jovem deputado estadual de Pernambuco, com 55.172 votos. Em 2016, foi eleito prefeito de Petrolina. O emedebista é advogado e convive com a política desde a infância por fazer parte de uma linhagem de lideranças sertanejas.

Miguel, assim como seu avô Paulo, seu pai Fernando e outros familiares como Josefa, Gercino, Clementino e Nilo, é integrante de uma das oligarquias políticas mais longevas do Nordeste, a dos Coelho.

O vice de Miguel para o segundo mandato foi trocado. Luska Portela (DEM) não disputou a reeleição. Em 1º de janeiro, Simão Durando, que compôs a chapa com Miguel nestas eleições, será o vice-prefeito de Petrolina. Ele foi secretário de Governo e de Agricultura no primeiro mandato de Miguel e é filho do ex-prefeito de Petrolina, Simão Amorim Durando.

Antonio Coelho, Fernando Filho, Fernando Bezerra Coelho e Miguel Coelho. Foto: Ivaldo Regis/Divulgação

Clã político

O bisavô de Miguel, Clementino, conhecido como coronel Quelê, foi quem convenceu o filho Nilo, a ingressar, nos idos de 1947, na vida pública. Médico, Nilo foi deputado estadual, deputado federal e chegou ao governo do estado em 1966 em eleição indireta, representando a Arena (Aliança Renovadora Nacional), legenda vinculada ao governo militar. Em 1978, foi eleito para o Senado.

Em sua homenagem, o aeroporto de Petrolina foi batizado de Senador Nilo Coelho, mesmo nome da Orquestra de Câmara e Coro da cidade. Também tem um bairro com o nome de Gercino Coelho e uma escola de segundo grau, a Clementino Coelho. O estádio municipal, palco dos jogos do Petrolina e do 1.º de Maio, chama-se Paulo Coelho. Há, inclusive, um parque que se chama Josefa Coelho.

A família, que já administrou por quase 50 anos ininterruptos, segue no comando da cidade de 300 mil habitantes, considerada a principal economia do interior de Pernambuco e importante polo exportador de frutas.

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