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Rodoviários atacam Paulo Câmara e dizem que PSB promoveu 'estelionato eleitoral'

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Publicado em 18/12/2020 às 14:40
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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Consórcio Grande Recife suspende portaria que proibia dupla função para motoristas nos ônibus da Região Metropolitana

Rodoviários, pelo facebook

O PSB, que governa o Recife e Pernambuco, se juntou com os donos das empresas de ônibus para mentir e praticar estelionato eleitoral. A última ocasião em que fizeram isto foi diante de uma Desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que mediou, no dia 23 de novembro, um acordo entre as partes envolvidas para que não acontecesse a greve do dia 24. Os únicos que mantiveram a palavra foram os rodoviários.

Passadas as eleições e eleito o candidato do PSB para a Prefeitura da capital pernambucana, o Governo do Estado agora suspende a portaria que exigia a volta dos cobradores, quebrando o acordo firmado.

Com os patrões, o Sindicato dos Rodoviários fechou o acordo de estabilidade no emprego de 06 meses e reajuste de 2,64% para reposição da inflação no salário e no ticket retroativo a julho de 2020. A Urbana-PE nunca se moveu para cumprir o acordo. Desde o início, mostrou total desrespeito à portaria que exigia a volta dos cobradores e a cada dia que passa não cumpre nenhuma determinação judicial, se colocando sempre acima da lei. Foi assim quando não reintegrou os demitidos e continua sendo assim ao não cumprir o acordo firmado no TRT.

A continuidade da dupla função do motorista, junto com o não pagamento retroativo do salário e do ticket, além da continuidade das demissões de rodoviários, empurra os trabalhadores para a greve.

Será uma greve causada pela falta de palavra do governador Paulo Câmara, do seu secretário - e também presidente do PSB em Pernambuco - Sileno Guedes e do inoperante presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Erivaldo Coutinho, que, juntos com os empresários do transporte, massacram os rodoviários e oferecem um serviço de péssima qualidade à população, tudo em nome do lucro.

Não foi a primeira vez que Paulo Câmara se comprometeu e não cumpriu. Quando das demissões em massa em março/abril, a promessa dele de barrar as demissões não se sustentou nem por um dia. O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato dos Rodoviários estão até hoje na luta para reverter estas demissões.

Já que não existe a mínima possibilidade de confiar no que estas pessoas falam e assinam, a única saída para os rodoviários é a greve. O PSB e os empresários provaram que só com a greve é que seremos respeitados.

Que o Governo cumpra o acordo firmado para o retorno dos cobradores e que os patrões, através da Urbana, comecem a respeitar o que acordaram com os rodoviários perante o MPT e o TRT!

Quem transporta vidas merece respeito! Dia 22 de dezembro é greve dos rodoviários!

O Grande Recife Consórcio de Transporte suspendeu, nesta sexta-feira (18), a portaria 167/2020 que vedava a dupla função para motoristas nos ônibus. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado.

A suspensão é válida até o julgamento do mérito de ação direta de inconstitucionalidade impetrada pela Urbana-PE, representantes dos empresários de transporte, no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), ou por uma nova deliberação sobre o recurso na Justiça.

LEIA TAMBÉM: Rodoviários do Recife aprovam greve a partir da próxima terça-feira (22)

O relator do caso no TJPE declarou inconstitucional a Lei Municipal nº 18.761/2020, do Recife, que “proíbe o acúmulo das funções de motorista de ônibus e cobrador de tarifas no transporte público coletivo do Município do Recife”.

Urbana-PE se manifesta

Para os empresários, “a medida deixa ainda mais evidente que a greve prevista para a próxima semana é ilegal e injustificada, uma vez que a principal exigência do Sindicato dos Rodoviários é a aplicação da referida portaria”.

Ao anunciaram, na última quarta-feira (16), greve no transporte público a partir da terça (22), os rodoviários alegaram, entre as razões, que a portaria do Consórcio Grande Recife que vedava a dupla função teria de ser cumprida. Nesta sexta, houve a revogação da medida por parte do Consórcio.

Em nota, a Urbana-PE voltou a classificar a lei como inconstitucional.

“Reforçamos que, assim como a portaria, também está suspensa a Lei Municipal 18.761/2020 que a motivou, em decorrência de uma decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco e do entendimento da Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco de que a lei é inconstitucional e não se aplica ao sistema metropolitano de transporte. Reafirmamos que a Urbana-PE e as suas associadas estão cumprindo integralmente o acordo referente ao dissídio coletivo da categoria”, diz trecho da nota.

“Informamos ainda que o Grande Recife Consórcio de Transporte enviou comunicação determinando que, em caso de greve, deverão ser mantidos os percentuais de 70% da frota em operação nos horários de pico, das 05h às 09h e das 16h às 20h”, acrescenta o comunicado.

A Urbana-PE ainda afirmou que “tomará todas as medidas cabíveis para manter a operação do transporte público de forma integral e evitar novos transtornos à população e à economia locais”.

Grande Recife quer 70% da frota nas ruas nos horários de pico, se greve for mantida

Em ofício enviado ao presidente da Urbana-PE, Fernando Bandeira, o presidente do Consórcio, Erivaldo José Coutinho dos Santos, ainda afirmou que os rodoviários, caso mantenham o movimento grevista marcado para a partir do dia 22, devem manter 70% da frota nas ruas.

“Portanto, visando garantir a legalidade, deverão ser mandos os percentuais de 70% (setenta por cento) dos serviços de transporte público coletivo, considerando a frota regular programada em Março/2020, no horário de maior movimento de usuários, ou seja, das 05 às 09 horas e das 16 às 20 horas, ao passo que o percentual a ser observado, nos demais horários, deve ser o de 50% (cinquenta por cento), a fim de evitar transtornos e prejuízos maiores à população”, afirma.

Um dos fatores para a necessidade do percentual de 70% das frotas nos horários de pico, para o Grande Recife, é a pandemia do coronavírus.

“Registramos, ainda, a necessidade de cumprimento dos referidos percentuais, haja vista o momento de calamidade

pública pelo qual passamos, em virtude da pandemia da COVID-19?, diz o Consórcio. 

Rodoviários

A reportagem procurou o Sindicato dos Rodoviários e aguarda manifestação sobre o assunto.

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