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Renato Antunes diz que choque de gestão de João Campos é 'fake news'. João Campos rebateu

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Publicado em 29/12/2020 às 13:00
Foto: Anderson Barros/Câmara do Recife
Foto: Anderson Barros/Câmara do Recife
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A Câmara Municipal do Recife começou a votar nesta segunda-feira dois Projetos de Lei do Executivo. Após a oposição entrar com um mandado de segurança e suspender a votação, o PSB acionou o STJ e conseguiu reverter a situação, retomando a discussão do assunto.

A reforma administrativa proposta pelo prefeito eleito, João Campos (PSB), está entre as temáticas que movimentam a Casa José Mariano.

Líder da oposição na Casa, o vereador Renato Antunes (PSC) criticou a matéria e afirmou que não há efetividade no projeto.

“Estamos no meio de mais uma demonstração da truculência da gestão do PSB. Para atender interesses de João Campos e da Prefeitura do Recife, a Câmara marca sessão extraordinária da Comissão de Justiça às 6h30. A pressa é para atender o regimento interno que estabelece três horas, no mínimo, para divulgação do parecer. Um rolo compressor para votar uma reforma, que se rotula como choque de gestão, mas é um verdadeiro FakeNews. Uma factoide fundamentada na pirotecnia e publicidade, marca da gestão psbista”, comentou Renato Antunes.

De acordo com o líder oposicionista, a proposta do prefeito eleito, que vista trazer economia, não vai trazer um resultado efetivo para a cidade.

Para Renato Antunes, além de quase nula a economicidade, a reforma vai criar grandes salários na gestão municipal no momento de dificuldade financeira pós pandemia.

“Chega a ser impressionante dizer que o projeto tem um choque de gestão. O governo está propondo uma reforma que vai cortar cargos, mas criar novos, inclusive com super-salários de R$17 mil. Eles pregam economia, mas a economia nas contas do município será de apenas R$78,71. É uma vergonha. Este valor faz diferença na mesa do trabalhador, mas para uma gestão que gastou R$ 40 milhões com publicidade, economizar apenas R$ 78,71 é vergonhoso”, disse Renato Antunes.

O projeto de lei do Executivo nº 25/2020, que trata da reestruturação administrativa do município, foi votado nesta terça-feira, em uma reunião extraordinária, marcada pela mesa diretora da Casa José Mariano.

Nesta segunda

O prefeito eleito João Campos prometeu para janeiro um pacote de medidas para reduzir o gasto público na PCR.

“A proposta de reforma administrativa não tem o objetivo de redução de custeio, mas sim de reestruturação da gestão para torná-la mais eficiente, menos burocrática e com mais capacidade de prestar serviços com qualidade à população.”

“Ao longo do mês de janeiro, na condição de prefeito, irei anunciar medidas de austeridade, com cortes no custeio da máquina, para a implementação de uma economia que vai nos ajudar a tirar do papel os compromissos que assumimos durante a campanha”.

“Entre os os elementos propostos na reforma administrativa estão: 1. Fusão e diminuição do número de secretarias, unificando e facilitando processos; 2. Extinção de 225 cargos comissionados, criando as bases para, sem custos, promover a valorização dos cargos de liderança; 3. Criação de uma área única para a centralização dos licenciamentos que impactam na realização de novos investimentos privados no Recife; 4. Promoção de uma transformação digital na gestão, com a facilitação do acesso a serviços que impactam na vida dos recifenses”, escreveu, sobre o pacote aprovado nesta segunda na Câmara do Recife.

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