Nunes Marques vota pela não suspeição de Moro em ações contra Lula

jamildo
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Publicado em 23/03/2021 às 15:17
Foto: Ramon Pereira/Divulgação
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O ministro do STF Nunes Marques concluiu voto, na segunda turma, afirmando que não via suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, nos processos contra Lula, na chamada Lava Jato.

“Estamos diante de diálogos obtidos por meios ilícitos, através de interpretação clandestina, sem autorização judicial e sem nenhuma validade jurídica. Ainda que as provas fossem consideradas lícitas, não se pode assegurar que seu conteúdo corresponde fidedignamente aos diálogos. Não se combate crime cometendo crime. Não podemos errar, como se supõe que errou o ex-juiz Serio Moro, como se supõe que erraram os membros do MPF”, afirmou Kassio.

Gilmar Mendes puxou a orelha dele ao falar em honestidade argumentativa, uma vez que a questão dos vazamentos da Lava Jato não entrou nos autos do processo.

O ministro Nunes Marques tinha pedido há duas semanas vistas (mais tempo para analisar o caso). Depois se semanas, o presidente da Segunda Turma, ministro Gilmar Mendes, incluiu o caso na sessão da tarde desta terça.

O julgamento foi suspenso no último dia 9, com um empate de 2 votos a 2. Edson Fachin e Carmen Lúcia votaram em dezembro de 2018 contra a suspeição de Moro.

Já Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram há duas semanas a favor da suspeição do então juiz da Lava Jato.

Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia, que já votaram, no entanto, já indicaram que devem fazer nova manifestação de voto.

O julgamento da suspeição começou em 2018, quando Mendes pediu mais tempo para análise. A retomada, neste mês de março de 2021, foi motivada pela decisão do ministro Edson Fachin em relação às condenações de Lula. Fachin anulou duas condenações do ex-presidente pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, responsável pela Operação Lava Jato.

Em decorrência das condenações anuladas, Fachin declarou extintas, por "perda de objeto", as ações que questionavam a parcialidade de Moro.

Mas a Segunda Turma já havia começado a julgar uma dessas ações, em novembro de 2018. Na ocasião, após os votos de Fachin e Cármen Lúcia, Gilmar Mendes pediu vista e, desde então, não tinha apresentado o processo novamente para julgamento.

Diante da decisão de Fachin de extinguir os processos que questionam a imparcialidade de Moro, com a qual não concordou, Gilmar Mendes levou o caso para a turma no dia 9 de março, a fim de dar continuidade ao julgamento.

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