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Priscila Krause sugere não acreditar em resposta da PCR e pede investigação sobre medicamentos

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Publicado em 06/04/2021 às 21:51
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Com base em denúncias da deputada Priscila Krause, o TCE emitiu alerta Prefeitura do Recife para usar estoque de equipamentos e medicamentos para coronavírus.

Prefeitura do Recife rebate Priscila Krause e diz que ela trabalha com números e informações erradas

Veja a resposta da deputada estadual Priscila Krause para a PCR, abaixo.

A respeito das alegações apresentadas pela Prefeitura do Recife sobre a minha tentativa de visita às instalações do Almoxarifado da Secretaria de Saúde, na manhã desta terça-feira (6), importante registrar que causa estranheza o argumento de que um gestor da Secretaria foi deslocado à unidade, situada na Guabiraba, para possibilitar minha entrada. Estive no local por cerca de 35 minutos, tendo sido atendida na área externa, quando fui informada que não havia autorização para entrada, sequer para ficar no estacionamento. A transmissão de vídeo ao vivo pelas nossas redes sociais, realizada na calçada externa, evidencia o fato. Através de contatos telefônicos ou via redes sociais, seria fácil receber o aviso de que a gestão municipal havia mudado de ideia, permitindo minha entrada.

Em relação ao fato do montante de R$ 65,8 milhões de insumos (medicamentos, materiais hospitalares e EPIs) que constam como “em estoque” no relatório de transição entre governos – datado de dezembro -, reitero a necessidade de ampla e detalhada investigação por parte dos respeitados órgãos de controle federais e estaduais – já notificados por esta parlamentar – visto que resta evidente o superdimensionamento das compras, via dispensa de licitação, realizadas pela administração anterior, também do PSB, no âmbito do plano de contingenciamento municipal Covid-19. Também é inaceitável, na verdade, uma afronta ao interesse público, a iniciativa da atual administração de, mesmo com vultoso estoque à disposição, iniciar novo procedimento de compras. A não ser que tal estoque, na verdade, inexista.

Especificamente quanto aos itens destacados, a informação de que 434 mil unidades da ampola Propofol teriam sido transferidos ao governo estadual no fechar das cortinas da administração anterior, faz-se necessário uma série de esclarecimentos adicionais. Por que informação tão relevante (repasses significativo de insumos) não constou no relatório de transição entre governos, visto que o relatório de estoque é justamente do final do governo Geraldo Julio (dezembro)? Fato é que o convênio técnico em questão jamais poderá ser caminho para escamotear a má gestão da administração municipal, salientando ainda a necessidade de o Estado de Pernambuco comprovar, caso tenha de fato recebido as ampolas, a sua devida utilização em tempo hábil (a data de validade é o próximo dia 30).

Além do Propofol, destacam-se diversos outros itens utilizados nos leitos de UTI Covid-19 em quantidades gigantescas, ratificando a necessidade do aprofundamento das investigações. Apenas a respeito dos dois exemplos citados pela nota oficial da Prefeitura do Recife, a quantidade à disposição garantiria – caso de fato existam em estoque – o abastecimento das unidades de saúde municipais por 21 anos, no caso das 1,39 milhão de torneiras de três vias registradas, e 62 anos, quando se trata dos tubos endotraqueais.

Reitero, por fim, minha disposição de trabalhar para que o cidadão não seja vítima duas vezes: da pandemia e da corrupção.

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