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Religiosos fazem Marcha da Família Cristã por liberdade após decisão do STF

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Publicado em 11/04/2021 às 17:19
A comunidade conservadora, movimento cristão, promoveu nesse domingo (11) a “Marcha da Família Cristã pela Liberdade” com aproximadamente 400 pessoas, na Esplanada dos ministérios. A iniciativa é uma releitura do evento popular que marcou a história do Brasil, com nome parecido: Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Faixas em vários idiomas combatiam o comunismo, a suposta interferência da China, apoio a família e ao presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360 11.04.2021.
A comunidade conservadora, movimento cristão, promoveu nesse domingo (11) a “Marcha da Família Cristã pela Liberdade” com aproximadamente 400 pessoas, na Esplanada dos ministérios. A iniciativa é uma releitura do evento popular que marcou a história do Brasil, com nome parecido: Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Faixas em vários idiomas combatiam o comunismo, a suposta interferência da China, apoio a família e ao presidente Jair Bolsonaro. Sérgio Lima/Poder360 11.04.2021.
Leitura:

No UOL - Religiosos promoveram hoje pela manhã o ato "Marcha da Família Cristã", na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pedindo liberdade de professarem sua fé após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que permitiu a governadores e prefeitos proibirem a realização de missas e cultos presenciais durante a pandemia de covid-19 por meio de decreto.

A maioria dos ministros usou a ciência como justificativa em julgamento na última quinta (8). Para eles, a atual situação crítica do Brasil na pandemia justifica que igrejas e templos religiosos sejam fechados temporariamente para evitar aglomerações em lugares fechados. A medida é opcional aos mandatários estaduais e municipais.

No voto que formou maioria, Cármen Lúcia reforçou que o "motivo sanitário" que veta as reuniões não é discriminatória contra as religiões e que os fiéis podem professar sua fé temporariamente fora dos templos. "A fé não se mede pela presença, não se confunde com banco de igreja", afirmou a ministra.

No entanto, para um grupo de religiosos, a decisão fere a liberdade de expressão de suas fés e a democracia. "O exercício da democracia exige liberdade", dizia uma faixa.

Além de pedirem "liberdade", religiosos que protestaram hoje em Brasília se colocaram "contra o comunismo". Houve ainda quem levasse a bandeira do Império e de Israel. Participantes fizeram orações e manifestaram apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A maioria usava máscaras de proteção no rosto, mas parte não.

Duas pessoas também seguravam faixa pedindo "intervenção militar com Bolsonaro no poder". Um golpe de Estado é inconstitucional.

O grupo se concentrou no Museu da República e desceu a Esplanada dos Ministérios a pé até a altura do gramado das pastas antes do Congresso Nacional. Faixas no local foram fechadas para o protesto.

O ato terminou por volta de 12h30, informou a Polícia Militar do Distrito Federal. A corporação não informa quantas pessoas participam de atos. Por volta das 12h15, segundo imagem aérea divulgada pela PM, havia cerca de 150 pessoas no local.

Segundo a PMDF, não houve registro de ocorrências.

Atos semelhantes, mas com menos participantes, também foram promovidos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Belém.

O debate acontece no momento em que o país atravessa o pior momento de toda a pandemia, com recorde negativo no número de mortes nesta semana, quando o país ultrapassou pela primeira vez 4 mil óbitos em 24h.

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