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Sputnik V diz que vai processar Anvisa por suposta difamação ao não aprovar importação da vacina russa contra a covid-19

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 29/04/2021 às 12:48
Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos da Anvisa. Foto: Reprodução/TV Brasil
Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos da Anvisa. Foto: Reprodução/TV Brasil
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O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), responsável pela produção e distribuição da vacina Sputnik V, afirmou, nesta quinta-feira (29), no perfil oficial do imunizante no Twitter que irá processar a reguladora brasileira Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O fabricante do imunizante russo diz que a Anvisa “espalhou informações falsas e imprecisas intencionalmente”.

Em uma série de publicações no perfil no Twitter, o fundo russo afirmou que a Anvisa “fez declarações incorretas e enganosas sem ter testado a vacina” ao negar a permissão de importação e uso do imunizante no Brasil.

O fundo citou ainda que a agência teria “desconsiderado documento oficial enviado pelo Instituto Gamaleya sobre a ausência de adenovírus replicante”.

A página da Sputnik V na rede social disse também que o gerente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, teria “admitido o erro” ao dizer que a agência “não fez um teste para verificar se há adenovírus replicado” na vacina.

Decisão sobre importação

A Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) negou, na última segunda-feira (26), a permissão para importação e uso emergencial excepcional da vacina Sputnik V.

Três gerências técnicas da Anvisa disseram ter identificado falhas no desenvolvimento da vacina russa, na qualidade e na segurança do imunizante.

Na decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa, todos os cinco diretores votaram para barrar a Sputnik V, depois de cinco horas de reunião.

Na ocasião, Gustavo Mendes afirmou que a Sputnik V usa como vetor o adenovírus. Ele é usado como “transporte” do material genético do coronavírus que irá condicionar o organismo a combater e neutralizar a infecção.

Nesses casos, o adenovírus é manipulado para não se replicar dentro do corpo. Mas, segundo a Anvisa, os técnicos encontraram adenovírus replicantes em todos os lotes da Sputnik V submetidos ao controle de qualidade da agência. O fabricante nega.

O fundo russo afirma que os únicos tipos de adenovírus replicantes utilizados na vacina são “inofensivos para o corpo humano“. Também diz que a Anvisa não pediu nenhuma informação sobre os adenovírus e sobre como eles são utilizados na composição da vacina.

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