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Marcelo Queiroga ignora pressão de Eduardo Girão e não dá opinião sobre 'tratamento precoce'

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Publicado em 06/05/2021 às 15:00
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante declaração após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal, ministros e governadores.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante declaração após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal, ministros e governadores.
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Questionado pelo bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE) sobre "tratamento precoce”, Queiroga não deu sua opinião e disse que o ministério elaborará protocolo clínico e diretriz terapêutica que serão colocados à discussão em consulta pública.

Ministro é contra lockdown

"Medidas extremas podem ser colocadas em prática dentro de cenários específicos. Como uma medida nacional, não vai surtir o efeito desejado", disse Queiroga ao ser questionado por Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre lockdown.

Perguntado sobre distanciamento social, Queiroga disse que é algo a ser definido conforme a situação de cada estado e município. Mas, segundo ele, é preciso que o Ministério da Saúde discipline a questão.

Não foi ouvido sobre decreto contra os Estados e municípios

O ministro Queiroga disse que não foi consultado sobre decreto de proibição de medidas de distanciamento social. Ele também afirmou não ter conhecimento de aconselhamento paralelo ao presidente da República sobre a pandemia.

Ao relator, Queiroga avaliou que críticas de Bolsonaro sobre vacinas não tiveram impacto na campanha, já que 85% da população quer ser vacinada. O ministro disse que o Brasil é o 5º país que mais vacina.

Na CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) questionou a ausência de protocolo de tratamento contra covid-19. Queiroga disse que o protocolo está em elaboração final pela Conitec. O ministro também afirmou desconhecer estoque de Cloroquina.


Marcelo Queiroga afirmou a Otto Alencar (PSD-BA) que 17% da população "imunizável" já tomou duas doses da vacina, e isso se reflete em queda de óbitos entre os idosos.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) perguntou por que o Ministério da Saúde não decide pelo uso excepcional da vacina Sputnik V, da Rússia. Para Queiroga, não há consenso amplo a respeito do imunizante, nem no âmbito da OMS.

Eduardo Braga (MDB-AM) cobrou um cronograma definitivo da vacinação no país.

"Já ouvimos inúmeras previsões não correspondidas", disse. Queiroga respondeu que a agenda é atualizada semanalmente a partir de uma série de variáveis.

Criticas à Mandetta

Ciro Nogueira (PP-PI) disse que o ex-ministro Mandetta mentiu à CPI ao afirmar que o Brasil poderia ter começado a vacinar em novembro passado, pois, no mundo, só foi possível a aplicação da primeira dose em dezembro.

Número de vacinas

Na primeira parte dos trabalhos, Renan Calheiros (MDB-AL) apontou número desencontrado de doses de vacinas contratadas. Segundo Queiroga, a previsão de 560 milhões de doses foi revista para 430 milhões. O dado ainda não inclui doses da Fiocruz.


O ministro Marcelo Queiroga informou que o governo tem um contrato na iminência de ser assinado para aquisição de 100 milhões de doses de vacinas da Pfizer, sendo que 35 milhões devem chegar em setembro.

Marcelo Queiroga reconheceu que o Brasil precisa de “mais doses e ativismo maior do governo” junto aos países produtores para acelerar o ritmo de vacinação. “Há uma dificuldade de vacinas a nível mundial. Temos dialogado”.

Com informações da Agência Senado

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