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Alcides Cardoso rebate Cida Pedrosa e segue Priscila Krause ao apontar suposta 'falta de prioridades' da Prefeitura do Recife

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 13/05/2021 às 11:56
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Por Alcides Cardoso, vereador do Recife pelo DEM, em artigo enviado ao Blog

A vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) fez questão de defender o governo João Campos a respeito de colocações da deputada estadual Priscila Krause (DEM), em artigo publicado no Blog do Jamildo, nesta quarta-feira (12/05). Aproveito para parabenizar a presteza e a disposição da vereadora em defesa do prefeito do PSB. Mas gostaria de fazer, também, alguns comentários sobre suas afirmações e recordar a essência do posicionamento da deputada

Priscila Krause.

Seja como parcerias público-privadas (PPPs), seja como concessões ou outros nomes que se queira dar, a privatização ou a parceria implica no reconhecimento de que o Estado, o setor público, não dispõe de condições para gerenciar ou gerir equipamentos ou serviços para a coletividade. Muitas vezes, condições financeiras mesmo, e outras vezes condições técnicas, porque o peso estatal pode simplesmente inviabilizar a eficiência esperada pela população.

Mas o jogo de palavras não importa. O cerne da questão é a inversão de prioridades, quando se aplicam dezenas de milhões de reais em uma obra na margem rica do rio Capibaribe, quando a margem miserável continua em flagelo há décadas, sem solução nos governos municipais do PT e do PSB na capital pernambucana. Do outro lado do rio, não muito longe das Graças, as palafitas não abrigam apenas pessoas às margens do Capibaribe. São recifenses

à margem da cidadania e do interesse do poder público estadual e municipal.

De que lado do rio a vereadora está: para proteger o milionário investimento municipal e federal (de qualquer forma, dinheiro público) do Parque das Graças - na beira-rio dos prédios - ou para reivindicar a melhoria da vida dos recifenses das palafitas, que são abandonados pela inversão de prioridades?

Parte desse dinheiro, vereadora, mesmo que fossem “apenas” R$ 9 milhões, poderia servir, por exemplo, para ampliar o valor que o prefeito está reservando ao auxílio do município aos cidadãos vulneráveis – em parcelas de R$ 50. Mais uma vez: de que lado uma gestão comprometida com o povo mais pobre deveria estar?

De todo modo, vamos acompanhar, então, bem de perto, a origem e a aplicação desses recursos milionários nas obras do Parque, já que seria pedir muita sensibilidade do atual poder

municipal de reverter a inversão de prioridades mais uma vez consumada. Trata-se de dinheiro público, como contrapartida ou empréstimo. E se é financiamento, o povo do Recife vai ter que pagar adiante. Vamos esclarecer esses números, com o apoio dos órgãos de controle e, tenho certeza, com a mesma presteza com que a vereadora Cida Pedrosa quis defender o programa de privatização – ou parceria – dos parques no Recife, sem dúvida ela

estará conosco no acompanhamento da aplicação desses recursos.

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