Ricardo Salles e Ministério do Meio Ambiente são alvos de operação da Polícia Federal que investiga exportação ilegal de madeira

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 19/05/2021 às 7:33
Ricardo Salles (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Ricardo Salles (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
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A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (19) buscas e apreensões em endereços do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.

A PF investiga supostos crimes contra a Administração Pública envolvendo a suposta exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos e a Europa.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também autorizou o afastamento de Eduardo Bim da presidência do Ibama e de outros nove agentes públicos que ocupavam cargos e funções de confiança no instituto e no Ministério do Meio Ambiente.

35 mandados de busca e apreensão são cumpridos no Distrito Federal, em São Paulo e no Pará. Ao todo, 160 policiais federais estão nas ruas na operação Akuanduba. Empresários do ramo de exportação de madeira também são alvos.

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo, também determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal do ministro Salles e dos servidores do Ibama.

Além disso, o magistrado determinou a suspensão imediata de um despacho do Ibama, emitido em fevereiro de 2020, que permitiu a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorizações de exportação.

"Estima-se que o referido despacho, elaborado a pedido de empresas que tiveram cargas não licenciadas apreendidas nos EUA e Europa, resultou na regularização de mais de 8 mil cargas de madeira exportadas ilegalmente entre os anos de 2019 e 2020", informou a PF.

As investigações começaram em janeiro, segundo a Polícia Federal, a partir de informações "obtidas de autoridades estrangeiras" que revelavam um "possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira".

As suspeitas são de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando que teriam sido praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

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