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Governo de Pernambuco rebate distribuidores e garante que não falta oxigênio na rede do Estado

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Publicado em 28/05/2021 às 14:22
Foto: Heudes Regis/Governo de Pernambuco
Foto: Heudes Regis/Governo de Pernambuco
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O secretário André Longo disse que as situações registradas em cidades do Agreste foram causadas por problemas na logística.

Nesta sexta, o Governo de Pernambuco informou que enviou ofício ao Ministério da Saúde (MS) solicitando ajuda do Governo Federal no enfrentamento da Pandemia no Estado, com o encaminhamento mil cilindros de oxigênio, entre outros insumos. "Contudo, até o momento, não há retorno da solicitação", comentou.

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Em reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid-19, na tarde desta sexta-feira (28.05), o secretário estadual de Saúde, André Longo, voltou a informar que não há, em Pernambuco, risco de desabastecimento de oxigênio hospitalar, nem comprometimento na produção do insumo.

Distribuidores alertam para risco de falta de oxigênio hospitalar em Pernambuco

O gestor estadual disse que a principal fornecedora do gás do Brasil, que mantém contrato de abastecimento para a rede estadual de saúde, conta com planta industrial no Estado, responsável, inclusive, pelo fornecimento de oxigênio para outros Estados da Região Nordeste.

Longo também disse que o relato de falta do insumo em cidades do Agreste, como Lajedo e João Alfredo, foi motivado por problemas na logística dos fornecedores de gases dos municípios.

“Estamos trabalhando em conjunto com os municípios pernambucanos, porque os problemas dos municípios são problemas do Estado. Mas é preciso ficar claro que o problema relatado por alguns municípios está na logística de reabastecimento de cilindros de oxigênio. Aquelas cidades e unidades de saúde que têm tanques de oxigênio não têm o que temer. Inclusive, realizamos reunião nesta semana com diversas empresas do setor, que garantiram que a produção e abastecimento do gás hospitalar no território estadual está assegurado”, afirmou Longo.

As 62 unidades de saúde do Governo de Pernambuco, entre hospitais de grande porte, regionais e UPAs, estão devidamente abastecidas de gases, inclusive oxigênio, garantindo a devida assistência à população.

O Estado explicou que, diante das informações e solicitações dos municípios, motivado também pela aceleração da doença no Agreste do Estado, que tem provocado a saturação da rede hospitalar da Região, o Governo de Pernambuco começou a enviar 149 concentradores de oxigênio para cidades pernambucanas com o objetivo de auxiliar os gestores municipais na qualificação da assistência à Covid-19.

Ao todo, 44 cidades estão recebendo os equipamentos, que fornecem ar puro a partir do ar filtrado do ambiente, substituindo a necessidade de utilização dos cilindros de oxigênio.

"Os concentradores podem ser destinados aos pacientes que precisam fazer uso de cateter nasal, garantindo a mesma assistência que seria dada com o uso do cilindro. O Governo de Pernambuco tem garantido o fornecimento de oxigênio nas unidades da rede estadual, destinada aos casos mais graves, e também estamos atentos para auxiliar como for possível os municípios, possibilitando que os casos leves possam ser absorvidos nos serviços municipais", disse o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O secretário André Longo informou que a Central de Regulação Hospitalar vem atuando para fazer o encaminhamento de pacientes de unidades municipais de menor porte, que relatam dificuldade de abastecimento, para serviços de referência da rede estadual, garantindo que nenhum pernambucano fique sem assistência.

Pedido de apoio sem resposta 

"Desde o início da semana, o Governo de Pernambuco enviou ofício ao Ministério da Saúde (MS) solicitando ajuda do Governo Federal no enfrentamento da Pandemia no Estado, com o encaminhamento de 500 concentradores e 1 mil cilindros de oxigênio, além de testes de antígeno e reforço na investigação genômica no Estado. Contudo, até o momento, não há retorno da solicitação", comentou.

Além disso, a Secretaria Estadual de Saúde também acionou o Ministério Público de Pernambuco para verificar se há interesses comerciais relacionados a distribuição de gases para cidades do Agreste.

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