Como se explica um ato pacífico contra isto ser reprimido com tamanha violência pelo aparato policial do Estado?, diz Teresa Leitão

jamildo
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Publicado em 29/05/2021 às 15:00
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Por Teresa Leitão, deputada estadual e líder do PT na Alepe

O Brasil inteiro foi às ruas neste sábado. Atos ainda limitados em participação, por causa da pandemia, mostraram toda a indignação com o Governo Bolsonaro e a solidariedade com as vítimas da Covid-19, do desemprego e da fome. Nada mais urgente e pelo bem do povo brasileiro.

Em Pernambuco, o ato pacífico que caminhou em fila indiana pelo trajeto tradicional da nossa luta, foi interrompido pela brutalidade gratuita da Polícia Militar. Bombas de efeito moral, metralhadoras em punho, gás de pimenta foram alguns dos equipamentos exibidos e usados.

Vários manifestantes e a vereadora do PT, Liana Cirne, saíram feridos do ato. Na condição de deputada estadual, líder do PT na Assembleia Legislativa, cobro as devidas explicações ao governador Paulo Câmara.

Nosso estado vem sendo vítima de toda política bolsonarista em relação ao tratamento da pandemia. Tem encontrado no governador e sua base aliada, forte voz de denúncia e de reivindicação.

Como se explica um ato pacífico contra isto ser reprimido com tamanha violência pelo aparato policial do Estado? Espero que o governador se posicione e tome as providências cabíveis.


Presidente da CDHM Carlos Veras solicita apuração de conduta da PM em protesto

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal Carlos Veras solicita apuração de conduta da Polícia Militar de Pernambuco em protesto no Recife a CDHM solicita apuração de conduta da PM em protesto no Recife.

Os ofícios foram dirigidos ao Governador de Pernambuco Paulo Câmera, além da Secretaria de Defesa Social, Procuradoria Geral de Justiça e Corregedoria de Polícia Militar sobre a conduta da Polícia Militar durante a manifestação neste sábado (29).

Imagens mostram também que um policial militar disparou spray de pimenta diretamente no rosto da vereadora Liana Cirne Lins (PT). Um dos vídeos mostra o momento da agressão à vereadora, que cai de imediato no chão.

Assessores da vereadora explicaram ao Portal Metrópoles que um grupo de advogados estava nas ruas para evitar ações arbitrárias contra os manifestantes, quando teriam sido avisados que próximo ao Palácio do Governo, a PM disparava balas de borracha e gás de pimenta contra as pessoas. “A vereadora foi até lá para tentar dialogar e evitar a violência, mas a resposta dos policiais foi gás de pimenta”, contou o assessor Pedro Ivo Bernardes ao portal.

Para Veras, as imagens, tanto em relação a Lins, quanto em relação a outros manifestantes, indicam, além da violação da integridade física, violação das normas sobre uso da força por agentes de segurança e aos direitos à liberdade de expressão e manifestação, garantidos no direito nacional e no direito internacional dos direitos humanos.

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